No menu items!
18.7 C
São Paulo
segunda-feira, 22 julho, 2024

A Zika e a dengue até 2050

Foi publicado na revista “PLOS Neglected Tropical Diseases” o estudo sobre o impacto do aquecimento em doenças de Zika e de dengue em cidades brasileiras, por pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan: “Long-term projections of the impacts of warming temperatures on Zika and dengue risk in four Brazilian cities using a temperature-dependent basic reproduction number”.

Os vírus da Zika e da dengue são arbovírus que são transmitidos aos seres humanos pelo mosquito Aedes aegypti. A Zika foi introduzida nas Américas em 2015, causando numerosos surtos. Como a transmissão de doenças por vetores depende da temperatura, trabalhos recentes procuram estimar como as mudanças climáticas impactarão em novas regiões.

A dengue tem uma história mais longa na região, surgido nas Américas no século XVII. Devido a isso, ela foi mais estudada do que a Zika e fornece um ponto de comparação útil ao considerarmos o impacto potencial das mudanças climáticas.

Estima-se que cerca de metade da população mundial viverá em regiões que se tornarão favoráveis para a transmissão de arbovírus até o ano de 2050. Vários fatores tornam o Brasil particularmente vulnerável. Destaca-se o desmatamento na região amazônica, bem como o aumento generalizado das temperaturas, ambos favoráveis à reprodução de mosquitos.

Surtos de arbovírus, como o surto de Zika no Brasil em 2015, também foram atribuídos em parte às condições do El Niño daquele ano, o Aedes aegypti, o principal vetor da Zika e da dengue, é particularmente adaptado para condições quentes e úmidas.

Os pesquisadores utilizaram um modelo matemático do impacto de vetores dependentes da temperatura. Com os dados de temperatura de 2015 a 2019 e projeções para 2045 a 2049, tiveram como resultado que o potencial epidêmico da Zika aumentará além dos níveis atuais.

A estação de risco de arboviroses para o Rio de Janeiro aumentará cerca de três meses, a de Zika em Recife aumentará cerca de dois meses. Com temperaturas mais baixas, São Paulo está no limite, não configurando estar livre. Já Manaus, os pesquisadores estimam que em alguns anos a região terá temperaturas muito altas, favorecendo a transmissão do Zika. Assim, medidas de contenção são necessárias e urgentes. Um trabalho para todos os governos federal, estaduais e municipais, incluindo senadores, deputados e vereadores!

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.


 SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Com ritmo atual, universalização do saneamento ocorrerá em 2070

São 37 anos de atraso em relação ao marco...

Governo de São Paulo lança campanha para reduzir mortes de pedestres

Campanha educativa com o filósofo e professor Clóvis de...

Festival do Japão atrai 200 mil pessoas em São Paulo

Evento contou com apresentações, comidas típicos e produtos artesanais No...

Com ritmo atual, universalização do saneamento ocorrerá em 2070

São 37 anos de atraso em relação ao marco legal brasileiro Pesquisa do Instituto Trata Brasil, divulgada na segunda-feira (15), mostra que a universalização do...

Governo de São Paulo lança campanha para reduzir mortes de pedestres

Campanha educativa com o filósofo e professor Clóvis de Barros Filho destaca a importância do respeito à faixa de segurança Nos últimos cinco anos, 33.531...

Festival do Japão atrai 200 mil pessoas em São Paulo

Evento contou com apresentações, comidas típicos e produtos artesanais No segundo final de semana de julho, mais de 200 mil pessoas visitaram o 25º Festival...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui