A  maior seca das últimas sete décadas

Acordamos, pela manhã, sentindo no ar o cheiro forte de mato queimado e com dificuldades para respirar. Vivemos a maior seca das últimas sete décadas, revelam as informações do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. É a primeira vez que a estiagem afeta intensamente uma região tão ampla. Ela vai da Amazônia até o Paraná, potencializando incêndios e provocando a baixa recorde dos rios. E a situação ainda tende a se agravar até o mês de novembro.

Na Amazônia, onde boa parte do transporte é hidroviário, várias cidades estão isoladas por causa dos rios que secaram. A população já encontra dificuldade para transitar pelos rios amazônicos. Segundo a Defesa Civil do Amazonas, o afluente secou cerca de 25 centímetros por dia na última semana.

Os focos de incêndio por todo o país e a fumaça estão provocando problemas respiratórios na população. No interior de São Paulo, em poucos dias a quantidade de focos de incêndio superou o registrado durante o ano passado inteiro, causando prejuízo que supera R$ 1 bilhão. A médio prazo, o impacto na agricultura ainda não foi estabelecido, mas deverá acontecer. Estudos têm apontado os efeitos da crise climática em cultivos importantes para o agronegócio do país, como café e cana-de-açúcar.

As polícias investigam os possíveis incêndios criminosos e devem apresentar ao Ministério Público e ao Poder Judiciário os seus responsáveis. Já existem mais de uma dezena deles encarcerados e identificados nas diferentes regiões do interior paulista.

O quadro de seca é grave e exige providências em todo o País. Tanto que a ministra Marina Silva, do Meio-Ambiente, adverte que a continuar o atual estado de coisas, o Pantanal estará extinto até o final do século, com grandes danos ambientais. Na verdade, o nosso país necessita de uma nova política para o controle do fogo. Além de combater com o maior rigor os que o ateiam criminosamente, é preciso criar mecanismos para prevenir o incêndio florestal em vez de apagá-lo depois de ocorrido. Tudo o que se investir nessa tarefa é plenamente justificável porque, além do custo, muito do patrimônio que pode ser consumido num incêndio leva anos para se recompor, quando isso for possível. Sem falar da vida – humana, animal e vegetal – que, quando é levada a cabo, não se recupera; só volta a existir através de novos indivíduos. Preservar a vida é fundamental.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

JORNAL UNICIDADE – ANO 4 – EDIÇÃO 194 – São Paulo, 19 a 25 de setembro de 2026

https://issuu.com/gruposulnews/docs/jornal_unicidade_ano_4_edi_o_194_s_o_paulo_

JORNAL VER A CIDADE – ANO 7 – EDIÇÃO 264 – São Paulo, 19 a 25 de setembro de 2026

https://issuu.com/gruposulnews/docs/jornal_ver_a_cidade_ano_7_edi_o_264_s_o_pau

Além da recreação: Parques têm potencial para regulação climática e hídrica das cidades

Cientistas desenvolveram uma ferramenta que prioriza os benefícios ecossistêmicos...

JORNAL UNICIDADE – ANO 4 – EDIÇÃO 194 – São Paulo, 19 a 25 de setembro de 2026

https://issuu.com/gruposulnews/docs/jornal_unicidade_ano_4_edi_o_194_s_o_paulo_

JORNAL VER A CIDADE – ANO 7 – EDIÇÃO 264 – São Paulo, 19 a 25 de setembro de 2026

https://issuu.com/gruposulnews/docs/jornal_ver_a_cidade_ano_7_edi_o_264_s_o_pau

Além da recreação: Parques têm potencial para regulação climática e hídrica das cidades

Cientistas desenvolveram uma ferramenta que prioriza os benefícios ecossistêmicos na criação de espaços verdes urbanos Entrar num parque nos evoca muitas sensações. Dentro de uma...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui