A situação exige atenção porque é comum haver o uso simultâneo de diferentes medicamentos para outras condições de saúde
A dor recorrente é um dos motivos que levam idosos a utilizar medicamentos por conta própria. Analgésicos e anti-inflamatórios podem reduzir o desconforto momentaneamente, mas o uso frequente sem acompanhamento médico pode mascarar a evolução dos sintomas e adiar a investigação da causa da dor.
O alerta ganha destaque em 17 de outubro, Dia Mundial de Combate à Dor, data para ampliar a conscientização sobre o impacto da dor e a importância do tratamento adequado.
Em pessoas idosas, a situação exige atenção porque é comum haver o uso simultâneo de diferentes medicamentos para outras condições de saúde, o que torna necessária a avaliação médica antes da inclusão ou do uso prolongado de determinados remédios.
A dor é considerada um importante indicador do estado de saúde e é reconhecida como o quinto sinal vital, ao lado da temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória.
A redução temporária da dor não significa, necessariamente, que a causa tenha sido tratada. O acompanhamento deve considerar a evolução do quadro e os diferentes fatores que podem influenciar a dor, como sono, alimentação, atividade física e outras condições de saúde.
Medicamentos podem fazer parte do tratamento quando há indicação médica, mas não devem substituir a investigação da causa da dor nem o acompanhamento do paciente.
“Todo caso crônico de dor precisa de um tratamento complexo e robusto em todas as esferas de saúde. O mais importante é focar em conseguir se movimentar mais e não nos níveis de dor atuais. Toda tecnologia e avanço médico não substituem um bom acompanhamento clínico no consultório, olho no olho pelo menos uma vez por mês para avaliar o paciente e examinar novamente. Medicamentos podem ser usados, o problema é usar somente eles”, afirma Dr. Leandro Miranda, especialista em Medicina da Dor pela USP.
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