Fenômeno pode alterar o regime de chuvas e temperaturas e favorecer a proliferação do mosquito
O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal de uma grande área do Oceano Pacífico próximo da linha do Equador, pode provocar alterações do clima, das temperaturas e na circulação dos ventos em diferentes regiões do planeta. No Brasil, essas mudanças climáticas podem favorecer a proliferação de mosquitos como o Aedes aegypti e, consequentemente, aumentar o risco de transmissão de arboviroses como dengue e chikungunya. Por isso, a Prefeitura reforça a importância de manter os cuidados contra o mosquito durante todo o ano.
Dengue e chikungunya são infecções virais transmitidas principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, o que torna a participação da população fundamental para interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti. “A informação e a conscientização são nossas primeiras ferramentas para combater a disseminação da dengue”, destaca o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco.
A recomendação é reservar alguns minutos por semana para fazer uma vistoria na residência e no quintal, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água. É importante manter a caixa-d’água fechada, limpar calhas e bandejas de ar-condicionado e da geladeira, colocar areia nos pratos de plantas, manter ralos tampados e vasos sanitários fechados, guardar pneus e garrafas com a boca para baixo ou em locais cobertos, manter piscinas cobertas e conservar baldes, galões, regadores e outros recipientes virados para baixo. Também é necessário manter limpas e protegidas as vasilhas utilizadas para alimentação dos animais.
Coordenadas pelo Programa Municipal de Vigilância das Arboviroses (PMArbo) da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da SMS, as ações de vigilância, prevenção e controle vetorial são realizadas ao longo de todo o ano, de forma permanente. Em 2026, já foram mais de 5,7 milhões de ações, priorizando os distritos administrativos com maior incidência de casos. Entre as estratégias estão a visita casa a casa, eliminação de criadouros junto com o morador/responsável, uso de larvicida biológico em criadouros não removíveis, avaliação da densidade larvária, visitas em pontos estratégicos e em imóveis especiais e ações educativas junto à população.
Quando há detecção da circulação viral, são realizadas ações de bloqueio de transmissão, nas quais estão incluídos o bloqueio de criadouros e a nebulização.
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