Roda de conversa do SP Coopera traz avaliações de cooperativas de reciclagem na Capital

A etapa marca o fim do primeiro ciclo de qualificação das cooperativas e novos passos para o crescimento

O SP Coopera, da Prefeitura de São Paulo, organizou encontros na última quinta-feira (18) com dois dos grupos de cooperativas de reciclagem que são apoiadas pela iniciativa. As rodas de conversa abriram espaço para os cooperados debaterem suas necessidades e dificuldades após seis meses de inserção no programa. A equipe técnica do projeto pensa essa discussão como uma orientação para aprimorar a atuação, com mais suporte a organizações de catadores de lixo.
O SP Coopera, realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, incentiva o desenvolvimento de cooperativas em diversos setores na Capital, incluindo 60 cooperativas de reciclagem e coleta seletiva. Elas são divididas em níveis, de acordo com o grau de evolução no programa. O encontro do dia 18 foi realizado com as cooperativas de nível 3, que passaram pelo primeiro ciclo de seis meses de apoio técnico.
“Está servindo como um feedback para o projeto. A gente acabou percebendo que precisamos ter uma abordagem diferente de acordo com a fase em que cada cooperativa se encontra”, explica Daniel Carvalho, especialista em cooperativismo da Fesp SP – Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, que integra a equipe. As discussões foram orientadas pelas perguntas: Onde a sua cooperativa quer chegar? O que falta para chegar lá? Como o SP Coopera pode te ajudar?
Os pontos centrais levantados durante o debate envolveram a necessidade de regulamentação, a conquista ou manutenção do terreno com espaço necessário para a operação e a qualidade dos materiais recebidos da coleta seletiva.
A Cooper Parelheiros surgiu em 2016, mas o grupo já trabalhava com coleta seletiva há 16 anos, conta José. “O bom do SP Coopera é que o programa nos apresenta outra visão para o crescimento. A nossa muitas vezes fica concentrada em trabalhar e gerar renda, enquanto eles avaliam as possibilidades e se estamos operando de acordo com as necessidades”.


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