Restauração do Museu do Ipiranga quebra recorde de captação financeira através da Lei Rouanet

Lei criada em 1991 visa destinar parte do Imposto de Renda em incentivos à cultura nacional


O Museu do Ipiranga fechou suas portas há três anos para que fosse realizado o processo de restauração e ampliação do espaço, com o objetivo de ser entregue durante as comemorações do bicentenário de independência do Brasil.

Mas o fato mais curioso de toda esta obra está no recorde de captação de fundos através de Lei Rouanet para a realização desta obra. Foram 28 empresas, incluindo os bancos Itaú, Bradesco, Santander e Safra, além de empresas privadas, como Shell, Comgás, Caterpillar, Vale e a Pinheiro Neto, e empresas públicas, como Banco do Brasil, Sabesp e BNDES, que juntas deram um incentivo de R$ 187 milhões para custos da obra.

Ainda há outros R$ 24 milhões captados pelo Governo Estadual de São Paulo, totalizando R$ 211 milhões em investimentos totais. Tal investimento também é o maior já movimentado pela Fundação USP.

Como proposta para manter o Museu do Ipiranga preservado após sua reinauguração, a direção do Museu está criando a Fundação de Apoio ao Museu Paulista. A estimativa é de haver um investimento de cerca R$ 40 milhões ao ano, onde a USP é responsável pelos pagamentos a docentes e pesquisadores. Atualmente R$ 30 milhões já são investidos anualmente, mas a meta é chegar aos R$ milhões para que o Museu funcione e mantenha todas as manutenções devidas, tendo parte do dinheiro arrecadado com bilheteria e outra parte captados com incentivos e patrocínios de empresas.

Todos os ambientes, paredes, luminárias, portas, móveis e objetos estão sendo restaurados. Além da restauração do espaço, o Museu do Ipiranga está ganhando espaços novos, a obra de ampliação consiste em uma escavação feita em frente ao prédio, onde terá uma nova entrada, com bilheteria, auditório para 200 pessoas, espaço educativo, café, loja e sala para exposições temporárias.

Sobre a Lei Rouanet: A Lei Federal de Incentivo à Cultura, Nº 8.13/1991, foi criado em 1991 e levou o nome do então Secretário de Cultura, Sérgio Paulo Rouanet. Esta lei oficializa o mecenato, ou seja, autoriza que Pessoas Físicas e Jurídicas destinem parte dos recursos que seriam pagos nos tributos do Imposto de Rena para o incentivo à cultura.


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