Serviço da Prefeitura tem como objetivo preservar a autonomia, manter acompanhamento de saúde e a socialização do público com 60 anos ou mais
Coordenado pela Área Técnica de Saúde da Pessoa Idosa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o Programa Acompanhante de Idosos (PAI) oferece cuidado domiciliar a pessoas com 60 anos ou mais em situação de alta vulnerabilidade social e fragilidade clínica, com o objetivo de preservar a autonomia e evitar a institucionalização. A equipe multidisciplinar apoia nas atividades diárias, no acompanhamento de saúde e na socialização.
É assim que essa iniciativa da Prefeitura cuida de três idosos da mesma família, na Zona Sul da capital. Eles são dona Anízia, centenária lúcida, e seus dois filhos, Paulo, 83, e Marinalva, 79.
Dona Anízia Pereira Lima nasceu em 11 de julho de 1925, no interior da Bahia. Os filhos, Paulo, 83 anos, e Marinalva, 79, acreditam que ela possa ter ainda mais idade do que os 100 anos documentados.
Paulo trabalhou desde muito jovem. Problemas de saúde relacionados a hábitos ao longo da vida resultaram na amputação de sua perna em 2020.
Já a irmã Marinalva também teve uma trajetória marcada por muito trabalho em fábricas e por um casamento que se deteriorou com o alcoolismo do marido. Mãe de quatro filhos, ela hoje se orgulha da família que construiu.
A família passou a receber acompanhamento do Programa Acompanhante de Idosos após Paulo ser encaminhado pela UBS Vila Constância, em 2023, por dificuldades de locomoção e isolamento social depois da amputação da perna. Durante as visitas, a equipe identificou que dona Anízia e Marinalva também precisavam de apoio e, em 2024, passaram a integrar o programa.
Quem dá assistência à família é Ana Maria Prado, acompanhante de idoso que está há quase 14 anos no PAI. Duas vezes por semana ela visita a mãe e os dois filhos. Estimula exercícios físicos e cognitivos, ensina contas, organiza rotinas, conversa, orienta sobre saúde, autonomia e independência. A família também recebe visita da auxiliar de enfermagem, enfermeira, coordenadora/assistente social e médica.
“Quando organizo uma atividade é sempre pensando em trazer a eles algo prazeroso. Me atento ao que cada um gosta e irá desenvolver sem estresse. Na maioria das vezes são atividades diferentes para cada um. Sinto que eles esperam pela visita e o atendimento traz vida para eles. Isso me completa como ser humano”, conta Ana Maria.
Com o acompanhamento, os avanços são visíveis: Paulo retomou parte da autonomia, voltou a trabalhar com madeira e ajuda nas tarefas de casa; Marinalva passou a ter momentos de descanso e a retomar interesses pessoais; e dona Anízia, mesmo centenária, permanece lúcida, mais ativa e participando das tarefas cotidianas.
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