Prefeitura transforma lixo em combustível limpo que já abastece 200 caminhões de coleta com biometano

Capital reduz emissão de poluentes ao deixar de consumir 35 mil litros de diesel e evitar a emissão de 18.760 toneladas de CO₂ na atmosfera por ano

A Prefeitura de São Paulo está transformando o antigo problema do lixo em uma solução energética de ponta. Por meio do tratamento de resíduos, a cidade já produz biometano, combustível limpo obtido a partir da decomposição da matéria orgânica, que hoje abastece 200 caminhões de coleta de lixo da frota municipal. A substituição do diesel por biometano evita a emissão de 18.760 mil toneladas de CO₂ por ano — o equivalente ao plantio de 114 mil árvores — e reduz o consumo de 7 milhões de litros de combustível fóssil.

O biometano é resultado do aproveitamento energético dos resíduos sólidos urbanos na Central de Tratamento de Resíduos Leste (CTL), em São Mateus, na Zona Leste. Nessa unidade, o biogás captado diariamente de cerca de 7 toneladas de lixo em decomposição passa por um processo de purificação que eleva o teor de metano a mais de 95%, tornando-o equivalente ao Gás Natural Veicular (GNV). O produto final é então comprimido e utilizado para abastecer a frota de coleta de resíduos.

“O biometano é um exemplo concreto de como o resíduo deixa de ser problema e passa a ser solução. Estamos transformando o lixo que antes poluía em energia limpa que move a cidade”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes. “Dos 600 caminhões de coleta, 200 já são movidos a biometano, e até 2027 toda a frota será sustentável. É uma revolução silenciosa que reduz a poluição e melhora a qualidade do ar.”

Além de combustível, parte do biogás também é convertida em energia elétrica, ampliando a autonomia energética do sistema de resíduos da cidade. A iniciativa posiciona São Paulo na vanguarda da economia verde e do aproveitamento de recursos renováveis em escala urbana.

O biometano é uma das principais frentes do Orçamento Climático da Prefeitura, que prevê R$ 122 bilhões até 2029 em ações voltadas à sustentabilidade e à neutralização de carbono. Somente entre 2024 e 2025, foram destinados R$ 40 bilhões a projetos de qualidade de vida e preservação ambiental.

“São Paulo é hoje a cidade que mais avança em sustentabilidade urbana no Brasil — e isso é resultado de planejamento e investimento”, completou o prefeito Ricardo Nunes. “Nosso compromisso é fazer com que cada política pública contribua para a neutralização de carbono e a melhoria da vida das pessoas.”


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