Convênio entre SMUL, SP Urbanismo, SMT e Metrô fortalece a integração entre planejamento urbano e mobilidade
A Prefeitura de São Paulo formalizou na segunda-feira (6) convênio com o Governo do Estado para viabilizar investimento municipal de R$ 120 milhões na implantação da Linha 20-Rosa do Metrô. Os recursos, provenientes da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL), serão destinados à elaboração de projetos, execução de obras e demais serviços necessários à implantação da nova linha. O acordo foi firmado entre a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), a São Paulo Urbanismo, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e o Metrô.
Com cerca de 32,6 quilômetros de extensão e 24 estações previstas, a Linha 20-Rosa ligará os municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Santo André, ampliando a integração da rede de transporte de alta capacidade da Região Metropolitana e beneficiando aproximadamente 1,3 milhão de passageiros por dia útil. As estações Tabapuã, Jesuíno Cardoso e Hélio Pelegrino estão localizadas no perímetro da Operação Urbana, totalizando 3,5 quilômetros de extensão.
O aporte municipal foi aprovado pelo Grupo de Gestão da Operação Urbana Consorciada Faria Lima e será financiado com recursos obtidos na comercialização dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), títulos emitidos pela Prefeitura que permitem ampliar o potencial construtivo em áreas de Operações Urbanas e financiar intervenções de interesse público nesses territórios. Em março deste ano, a Operação Urbana registrava saldo superior a R$ 4,7 bilhões em caixa. O investimento de R$ 120 milhões não compromete os recursos já reservados para outras iniciativas, como o aporte de R$ 1,7 bilhão arrecadados no último leilão de CEPACs, que permanecem integralmente destinados ao Programa Nova Paraisópolis.
Além de ampliar a oferta de transporte público de alta capacidade e de baixa emissão de carbono, o investimento fortalece o ciclo de desenvolvimento da Operação Urbana Faria Lima. A implantação da nova infraestrutura tende a valorizar a área de influência da Operação e ampliar a arrecadação obtida com futuros leilões de CEPACs, permitindo que esses recursos retornem ao Município para financiar novas intervenções urbanas.
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