Iniciativa organiza investimentos em infraestrutura, habitação, equipamentos públicos e meio ambiente e será submetida à audiência pública
A Prefeitura de São Paulo apresentou na terça-feira (6) o plano estruturante voltado à transformação urbana, social e ambiental do Complexo Paraisópolis, na Zona Sul. A iniciativa reúne ações integradas de infraestrutura, habitação, equipamentos públicos e meio ambiente e representa uma nova etapa da Operação Urbana Consorciada Faria Lima (OUCFL), que passa, pela primeira vez, a direcionar recursos para intervenções estruturais em uma das maiores comunidades da cidade.
O programa será encaminhado para consulta pública, etapa fundamental para garantir transparência, escuta da população e participação social na consolidação do projeto.
A proposta é resultado da ampliação do perímetro da Operação Urbana Faria Lima, prevista na Lei Municipal nº 18.175/2024, que autorizou a aplicação de recursos também no Complexo Paraisópolis — formado por Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro. Em agosto, a Prefeitura arrecadou R$ 1,6 bilhão em leilão de CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), montante que será destinado às intervenções previstas no programa.
“Estamos falando de uma ação estruturante, integrada e de longo prazo. Paraisópolis enfrenta desafios históricos relacionados à densidade, à mobilidade, à temperatura e à infraestrutura urbana. O plano organiza respostas concretas para essas questões, com urbanização, habitação de qualidade, ampliação de áreas verdes e novos equipamentos públicos”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes durante a apresentação do projeto.
O projeto estrutura suas ações em três eixos complementares, concebidos para atuar de forma articulada no território. “O programa não é um conjunto de ações pontuais, mas uma estratégia integrada de transformação urbana, que busca reduzir desigualdades históricas, melhorar a qualidade de vida da população e integrar Paraisópolis de forma sustentável ao restante da cidade”, destacou o prefeito.
A Prefeitura de São Paulo tem promovido, desde o fim de 2024, a escuta ativa e o diálogo com moradores de diferentes perfis — incluindo crianças, mulheres, jovens, lideranças locais e organizações da sociedade civil — para a construção de propostas que atendam às necessidades reais do Complexo Paraisópolis, formado pelas comunidades de Paraisópolis, Porto Seguro e Jardim Colombo.
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