O papel das empresas na transformação da sociedade

Muitas das questões sociais que costumavam ocupar a agenda de governos antes de 2020 – como ampliação de acesso das minorias ao mercado de trabalho e atendimento à população menos favorecida – ficaram em segundo plano com o surgimento da Covid-19.

De lá para cá, o que vemos é um setor público sobrecarregado, lidando ainda com os impactos da pandemia e os problemas dela decorrentes, em especial o aumento da insegurança alimentar entre os mais pobres.

Assim, passados mais de dois anos, em muitas frentes ainda não foi possível retomar de maneira efetiva as ações de enfrentamento a essas questões.

O período da pandemia mostrou claramente a fragilidade das nossas estruturas de proteção social, fragilidade essa que, em momentos de crise, elimina empregos entre os menos qualificados, retira alimentos das mesas mais pobres e rouba o futuro de jovens em situação de vulnerabilidade.

O aumento da fome é o aspecto mais preocupante de nossas demandas sociais. Muitas empresas têm se mobilizado em torno de doações e ações voluntárias envolvendo funcionários. Mas essa é uma solução paliativa. Todos sabemos que ganhar uma cesta básica é bom, mas ter renda suficiente para adquirir essa cesta e vários outros itens de necessidade é o caminho para evitar a repetição desse desastre humanitário.

E é por isso que, no atual cenário, a presença da iniciativa privada se faz cada vez mais necessária. É fundamental que o empresariado desperte para o fato de que é estratégico engajar-se em causas sociais, pois isso vai além da imagem da marca ou do necessário atendimento à legislação.

Desenvolver ou unir-se a projetos voltados à educação para a cidadania, ao desenvolvimento de talentos, à qualificação para o trabalho e para o empreendedorismo é o melhor investimento social que uma empresa pode fazer a médio e longo prazo. Esses projetos costumam ser o passaporte certeiro para um trabalho mais bem remunerado e para uma vida mais digna.

É preciso fortalecer essa cultura de engajamento e abandonar a ideia de que atuar no social é um investimento a fundo perdido. Ajudar pessoas a construir conhecimento, melhorar a empregabilidade, buscar melhores oportunidades, é um investimento de valor inestimável no futuro de todos nós.

**Mário Ugolini é presidente do CAMP Pinheiros


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Trissomia do Cromossomo 21: Inclusão escolar exige mais do que presença em sala de aula

Por Luciana Brites O Dia Internacional da Trissomia do Cromossomo...

Educação midiática nas escolas é urgente, afirma especialista

Avanço da desinformação e crescimento de conteúdos gerados por...

Corpo de Bombeiros de SP divulga novas regras de segurança para recarga de carros elétricos no estado

Atualização das Instruções Técnicas orienta instalação adequada e reforça...

Trissomia do Cromossomo 21: Inclusão escolar exige mais do que presença em sala de aula

Por Luciana Brites O Dia Internacional da Trissomia do Cromossomo 21 (T21) é celebrado em 21 de março, data que representa a presença de três...

Educação midiática nas escolas é urgente, afirma especialista

Avanço da desinformação e crescimento de conteúdos gerados por IA reforçam a importância da formação crítica de estudantes Em meio ao avanço da desinformação, à...

Corpo de Bombeiros de SP divulga novas regras de segurança para recarga de carros elétricos no estado

Atualização das Instruções Técnicas orienta instalação adequada e reforça prevenção contra incêndios Com a popularização de veículos elétricos e híbridos em todo o país, o...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui