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quarta-feira, 4 fevereiro, 2026

O fim da humanidade

Desde Hiroshima, as grandes potências iniciaram uma corrida nuclear que pode extinguir a humanidade, talvez a vida no planeta, mas não é essa ameaça à humanidade que me refiro, mas à quase extinção do ser humano há 900 mil anos, segundo o artigo publicado na Science: “Genomic inference of a severe human bottleneck during the Early to Middle Pleistocene transition” (Inferência genômica de um gargalo humano grave durante a transição do Início ao Médio Pleistoceno).

Comparados a outros primatas vivos, os humanos contemporâneos apresentam pouca diversidade genética. Há décadas, pesquisadores suspeitam que isso tenha ocorrido porque nossos ancestrais passaram por um gargalo populacional, uma quase extinção. O estudo revela que até um milhão de anos atrás, nossos ancestrais caçavam em pequenos grupos e coletavam seu alimento com ferramentas de pedra sofisticadas. Então, algo dramático aconteceu.

Os cientistas sabem quanto tempo leva em média para que mutações se acumulem em nossos genes e, observando variações genéticas em diferentes populações, conseguem estimar quando esses grupos divergiram. Os pesquisadores podem assim retroceder no tempo para investigar quando ocorreram eventos importantes na formação das populações.

Eles calcularam quando mudanças genéticas surgiram nos genomas previamente sequenciados de 3.154 indivíduos de 10 populações africanas modernas e 40 populações não africanas modernas. O tamanho e a história populacional afetam a acumulação dessas mudanças, permitindo aos cientistas analisar quantas pessoas viviam em diferentes momentos.

Ao analisar as linhas do tempo, descobriram um declínio muito acentuado, de aproximadamente 99% na população reprodutiva de nossos ancestrais há cerca de 930.000 anos. Os números baixos persistiram até cerca de 813.000 anos atrás, quando a população começou a crescer novamente.

Ainda não está claro o que levou nossa espécie à beira da extinção, poderia ser longos períodos de glaciação, resfriamento da temperatura da superfície do mar ou secas. Também não se sabe o porquê da expansão, poderia ser o uso do fogo?

Sobrevivemos em um passado distante, mas não sobreviveremos se não mudarmos agora nossas atitudes frente ao meio ambiente, ao clima e a nós mesmos.

Mario Eugenio Saturno (fb. com/Mario.Eugenio.Saturno) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.


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