Março Lilás alerta para a prevenção do câncer de colo de útero

Um dos tumores mais recorrente entre as mulheres é facilmente identificável no exame preventivo

A campanha Março Lilás busca conscientizar a população sobre a prevenção do câncer de colo do útero, que, de acordo com o Ministério da Saúde, é o terceiro mais prevalente entre as mulheres no Brasil, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal.

Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura do câncer de colo do útero são muito altas. O exame preventivo papanicolau está disponível em todas as 479 unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital. Entre 2019 e 2024, a rede municipal de saúde realizou 3.241.363 exames de papanicolau, além de 20.219 biópsias de colo de útero. Mulheres que apresentarem alterações no exame são encaminhadas para atendimento especializado na rede pública, com suporte de ginecologistas e outros especialistas.

“O papanicolau é um exame simples e muito eficiente”, diz a coordenadora da Área Técnica da Saúde da Mulher da SMS, Ligia Mascarenhas, lembrando que ele é indicado para mulheres entre 25 e 65 anos que tenham vida sexual ativa. A rotina de rastreamento recomendada é a repetição do exame a cada três anos, após dois resultados normais consecutivos com intervalo de um ano.

Segundo o DataSUS, as maiores ocorrências de internação na rede municipal ocasionada por câncer de colo de útero foram nas faixas etárias de 35 a 39 e de 40 a 44 anos, que registraram, de 2019 a 2024, 1.413 e 1.416 internações, respectivamente.

Vacinação previne a maior parte dos casos

A principal causa do câncer do colo de útero são infecções persistentes por alguns tipos do Papiloma Vírus Humano (HPV). De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a vacinação de mulheres adolescentes contra o HPV pode prevenir cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

O imunizante está disponível nas UBSs para meninos e meninas de 9 a 14 anos, além de homens e mulheres imunossuprimidos com até 45 anos. A vacina protege contra os tipos mais perigosos do vírus, incluindo os subtipos 16 e 18, que estão associados ao desenvolvimento de cânceres, e os subtipos 6 e 11, causadores de verrugas genitais.

Além disso, uso de preservativos internos e externos, também disponibilizados gratuitamente pela rede pública e nos terminais de transporte da capital, também é recomendado para complementar a prevenção contra o HPV.


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