IntegraTietê realiza a maior retirada de resíduos dos rios Tietê e Pinheiros desde 2015

Foram removidos o equivalente a 99 mil caminhões cheios de sedimentos dos rios, contribuindo para o combate a enchentes

O Governo de SP realizou no primeiro ano do programa IntegraTietê a maior remoção de resíduos de nos rios Tietê e Pinheiros, desde 2015. Foram  removidos 1,4 milhão de metros cúbicos de sedimentos, volume equivalente à carga de 99.508 caminhões basculantes. Se esses caminhões fossem enfileirados, ocupariam uma distância de quase 1.000 km – o suficiente para uma viagem de ida entre São Paulo e Brasília.

O desassoreamento é executado pelo Daee – órgão regulador de recursos hídricos do Estado. Com a retirada dos materiais (sedimentos diversos, principalmente areia, além de lixo, galhos, folhas e terra das margens no processo de erosão), o objetivo é aumentar a capacidade dos rios de absorver as chuvas, contribuindo para evitar enchentes, além de melhorar as condições dos cursos d’água.

O Departamento realiza a intervenção ao longo de 165 quilômetros do Tietê, da barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, até a barragem de Ponte Nova, em Salesópolis. Executa, ainda, a retirada de sedimentos ao longo dos 25 quilômetros de extensão do Pinheiros, desde o canal da represa Guarapiranga até o encontro com o rio Tietê. O investimento previsto até 2026 no desassoreamento é de R$ 1,3 bilhão. Em 2023, foram aplicados R$ 145,8 milhões.

Dentro do IntegraTietê, o Daee possui ainda mais dois eixos de atuação. Um deles, a gestão de pôlderes (piscininhas), permitiu que os 12 equipamentos existentes ao longo da marginal Tietê operassem normalmente na atual temporada de chuvas. Essas estruturas entram em operação durante os temporais para evitar alagamentos nos dois sentidos da marginal. O investimento previsto no programa até 2026 é de R$ 10 milhões; apenas no ano passado, foram aplicados R$ 5,9 milhões. Ainda no combate às enchentes, o Daee realizou manutenções preventivas e corretivas nos 27 piscinões que opera na Região Metropolitana de São Paulo, que juntos podem absorver até 7 bilhões de litros d’água.

Há mais cinco estruturas desse tipo em construção atualmente. O RM-19 (córrego Jaboticabal), por exemplo, fica na divisa com São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Outro piscinão novo na capital é o RA-01 (córrego Antonico), que vai beneficiar a região do Morumbi, próximo ao estádio do São Paulo Futebol Clube, e o entorno de Paraisópolis. Já em Franco da Rocha, estão em obras os piscinões TG-09 (córrego Tapera Grande), EU-08 e EU-09 (ambos no ribeirão Euzébio). Eles vão armazenar águas das chuvas na própria cidade e beneficiar também toda a região.


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