Início de ano: época de se exercitar

Especialista explica os motivos e quais os exercícios mais adequados para quem busca envelhecer com saúde

Com a chegada de um novo ano, planos são traçados e análises são feitas sobre o ano que começa a findar. Uma vida mais ativa e independente está nos seus planos?

O envelhecimento saudável exige certos cuidados, sobretudo a quem já destrancou a casa dos 60 anos. Nesse contexto, a atividade física é uma das mais importantes e contribui para a manutenção da saúde física, social, fisiológica e psicológica.

A prática de atividade física em idades avançadas melhora a disposição, autonomia, a interação com outras pessoas, insere a pessoa idosa em um grupo social com objetivos congruentes, gera independência para viver o dia a dia. Além disso, ajudam na prevenção e controle de doenças como hipertensão e diabetes. Em idosos, ajudam a manter a memória, a concentração e o foco. Contribuem para reduzir doenças como Alzheimer e demência.

Para o professor de educação física da Estácio, Marcelo Carneiro dos Santos, tornar-se fisicamente ativo é mais fácil e barato do que muita gente pensa. “Hoje percebemos que é possível começar a fazer atividades dentro do nosso próprio contexto, sem gastar dinheiro, adequando-os à nossa rotina”, explica. Atividades leves, como caminhar, sentar e levantar algumas vezes da cadeira ou do sofá, podem ser feitas dentro de casa. “O movimento feito nas próprias atividades domésticas pode parecer pouco, mas ações como varrer a casa, lavar as louças e estender roupas no varal já ajudam a fortalecer o corpo e gerar uma sensação de autoconfiança e independência”, frisa.

Marcelo explica que, para quem tem mais de 60 anos e decide começar uma rotina de exercícios, seja em academias ou ao ar livre, o primeiro passo é procurar ajuda médica. Com os exames em ordem, é possível começar com caminhadas e alongamentos dinâmicos, sem forçar tanto a musculatura. Exercícios de força também já podem ser realizados, sempre com carga adequada à condição física de cada indivíduo. “É melhor dar um passo de cada vez, mas com consistência, do que pular etapas e sofrer com lesões e afastamentos”, pontua.

Outras atividades físicas indicadas são a hidroginástica, o ciclismo, os treinos funcionais, esportes de menor impacto nas articulações. “Cada pessoa se identifica melhor com certo tipo de atividade. O fundamental é praticar, independente de qual modalidade”, ressalta Marcelo.


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