‘Impressão criminal”: entenda como a papiloscopia ajuda a polícia a solucionar crimes

Polícia Judiciária conta com setores que trabalham de forma integrada, buscando provas, a papiloscopia é um deles


Uma simples impressão digital pode mudar o curso de uma investigação e desvendar um crime. A essa ciência, que estuda os desenhos formados pelas elevações da pele para identificar pessoas, dá-se o nome de papiloscopia.

O termo pode soar estranho para alguns, no entanto, a papiloscopia é uma importante aliada na resolução de crimes para a Polícia Civil, que neste sábado (30) foi homenageada pelos serviços prestados em prol da segurança pública de São Paulo.

A Polícia Judiciária é a responsável por investigar crimes para entender o que aconteceu, como, o porquê e quem é o autor. Para isso, conta com diversos setores que trabalham de forma integrada, buscando provas. A papiloscopia é um deles.

“É uma coleta de fragmentos de impressões digitais deixadas pelos possíveis autores na cena do crime”, explica Anderson Floriano, que passou 21 dos seus 39 anos se dedicando à área das impressões digitais na polícia.

Além da busca de autores por meio de impressões digitais, a polícia também usa o processo para fazer a correta identificação de uma vítima fatal. “Qualificação e identificação são duas coisas diferentes”, explica o papiloscopista. Um documento não identifica uma pessoa porque ele pode ser falsificado, por isso, todas as vítimas, ainda que estejam com algum tipo de registro quando são encontradas, são identificadas por meio das digitais.

Atestar quem é a vítima é uma importante etapa para solucionar o crime. “Depois disso, conseguimos dar um norte para a autoridade policial de quem é aquela pessoa, onde ela residia, qual a profissão, quem são os parentes. Essas informações auxiliam nas investigações”, detalha.

Por meio da papiloscopia, muitos crimes já foram desvendados. Anderson, porém, destacou um caso que marcou sua carreira em 2016, no resgate de uma idosa. A vítima chegava em casa quando foi rendida pelo grupo, que a levou para um cativeiro.

O carro da mulher, abandonado pelos criminosos em uma praça no Jardim Arpoador, foi fundamental para prender os autores. Uma impressão digital deixada na maçaneta interna do veículo fez com que a polícia chegasse em todos os envolvidos e resgatasse a vítima. “Até então, não se colhia impressões nessa posição”, conta o profissional.


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