Financiamento do clima: Funbio é a entidade habilitada para gerir o Finaclima-SP

O mecanismo financeiro paulista tem o objetivo de atrair recursos para impulsionar projetos de restauração florestal e uso sustentável de ecossistemas

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) é a entidade gestora habilitada para gerir o Finaclima-SP. O anúncio aconteceu na quarta-feira (12), por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), após a conferência dos documentos da última etapa do processo de seleção, que foi a abertura do envelope de habilitação.

O Finaclima-SP é o mecanismo financeiro voltado para a atração de recursos de diferentes origens para projetos de resiliência climática, como restauração florestal e uso sustentável dos ecossistemas. Todos os candidatos que participaram têm ao menos 17 anos de atuação na gestão de investimentos com impacto socioambiental.

A primeira etapa, concluída em janeiro, consistiu na apresentação das propostas técnicas, que avaliaram as competências e experiências das interessadas. Na segunda etapa, as entidades candidatas apresentaram as propostas de taxa de administração para a cobertura das despesas relacionadas à atuação como entidade gestora do Finaclima-SP. A classificação final é definida considerando a proposta técnica (peso de 60%) e de preço (peso de 40%).

Com o Finaclima-SP, o Governo quer priorizar o impulsionamento de projetos de restauração de paisagens e ecossistemas. A meta estadual prevê a restauração de 37,5 mil hectares até 2026, conforme o Plano Estadual de Meio Ambiente. Até 2050, a meta do governo paulista é criar as condições para a restauração de 1,5 milhão de hectares, contribuindo significativamente para a mitigação das emissões de carbono e a capacidade de adaptação e resiliência às mudanças climáticas. Essa área equivale a aproximadamente 6% do território estadual ou 10 vezes a área do município de São Paulo.

“O Finaclima-SP é um mecanismo financeiro inovador, projetado para permitir a implementação ágil e eficaz de projetos em larga escala. Ele utilizará recursos privados, sob a gestão de uma entidade especializada, garantindo um modelo de governança eficiente e alinhado aos planos climáticos e às melhores práticas do mercado”, enfatiza a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.


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