Mais de 5,8 milhões de pessoas viviam em domicílios com algum grau de insegurança alimentar na cidade de São Paulo em 2024. Desse total, aproximadamente 1,4 milhão enfrentavam insegurança alimentar grave, a forma mais severa do problema, caracterizada pela ruptura nos padrões de alimentação por falta de recursos financeiros, segundo o I Inquérito sobre a Situação Alimentar no Município de São Paulo.
O cenário ocorre em uma capital que envelhece rapidamente. Dados do Censo Demográfico de 2022, analisados pela Prefeitura de São Paulo, mostram que o município reúne mais de 2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais — o equivalente a 17,7% da população. Entre 2010 e 2022, esse contingente cresceu 51,1%.
A alimentação também exerce papel importante na prevenção e no controle de doenças crônicas, mais frequentes nessa faixa etária. No ISA Capital 2024, 58,5% das pessoas idosas entrevistadas relataram diagnóstico de hipertensão, enquanto 28,2% afirmaram ter diabetes.
Nesse contexto, iniciativas como do Instituto Nacional de Tecnologia, Educação, Cultura e Saúde (INTECS) desenvolve o Nutrir 60+, programa de Educação Alimentar e Nutricional voltado à população idosa.
As ações são planejadas e executadas por uma equipe multiprofissional em articulação com Núcleos de Convivência de Idosos (NCIs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e outros serviços da rede socioassistencial. Em algumas frentes, os Armazéns Solidários também funcionam como pontos de apoio para a realização das atividades.
A programação inclui oficinas culinárias, orientações em grupo, incentivo ao consumo de alimentos in natura e minimamente processados, além de ações voltadas ao planejamento das refeições e ao aproveitamento integral dos alimentos.
O trabalho é desenvolvido em territórios de maior vulnerabilidade social da cidade de São Paulo.
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