Entenda como os helicópteros da PM auxiliam no combate aos incêndios em SP

Aeronaves conseguem operar em áreas de difícil acesso prestando apoio aos Bombeiros

As forças de segurança estão empenhadas no combate aos incêndios nas áreas verdes. Além do trabalho do Corpo de Bombeiros, que realiza a ação por terra, os helicópteros Águia da Polícia Militar prestam um apoio fundamental no controle das chamas. As aeronaves conseguem operar em áreas de difícil acesso e atingir focos de queimadas inacessíveis.

O acionamento das aeronaves é realizado pelos Bombeiros ou pela Defesa Civil, que fazem o monitoramento das áreas com focos de incêndio. Ao ser acionado, o Comando de Aviação avalia o cenário com o uso de helicópteros para depois escolher o método mais adequado de combate ao fogo.

“A gente tem uma tabela de critérios estabelecidos a partir do nível do risco daquele incêndio. Se esse grau de risco é atingido, a atuação de um helicóptero é fundamental porque temos a visão do alto e ainda conseguimos, por meio de um equipamento nosso, ajudar no combate às chamas”, afirmou o capitão Guilherme Wheissghaupt, do Comando de Aviação da Polícia Militar.

O equipamento chama-se “Bambi Bucket”, um tanque capaz de carregar até 500 litros de água, que é despejado sobre o foco das chamas. Essa é uma das principais vantagens das aeronaves destinadas a combater incêndios em relação às ferramentas usadas pelo Corpo de Bombeiros.

O tanque permite uma rápida reposição, já que pode ser reabastecido em fontes de água próximas, fazendo com que o helicóptero retorne rapidamente ao local do incêndio e continue a operação. Além disso, sua aplicação é direcionada, o que ajuda a controlar o incêndio de maneira mais eficaz.

No período, houve mais de 800 lançamentos de “Bambi Bucket” em queimadas no interior do estado, com cerca de 330 mil litros de água despejados, e o emprego de dez aeronaves.

O capitão Wheissghaupt explica que, nesses casos, devido ao peso do tanque, apenas o piloto e um tripulante, responsável por dispensar a água, atuam de dentro do helicóptero. O copiloto fica auxiliando do solo, para melhor direcionar o rumo da aeronave. A comunicação é feita por meio de rádio.

“A gente sempre trabalha de forma muito concentrada, principalmente porque é uma atividade de risco para a aviação. No local sempre tem muita fumaça, o que atrapalha a nossa visibilidade. Então é uma atividade que exige muito esforço e concentração”, completou.


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