Doações para combater danos sociais e econômicos causados pela Covid-19 alcançam os R$ 7 bilhões no Brasil

Marca foi atingida dia 26 de maio e representa um recorde na história recente de doações para emergências no país. A informação é do monitor da ABCR, iniciativa que acompanha os números de doações no Brasil desde a chegada do coronavírus ao país


O movimento de doações para o combate à pandemia, causada globalmente pelo novo coronavírus alcançou a marca dos R$ 7 bilhões arrecadados no Brasil. A quantia foi atingida dia 26 de maio e representa um recorde absoluto na história recente de doações para emergências no país.

A informação é do monitor da ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos), organização que reúne e representa os profissionais de captação, mobilização de recursos e desenvolvimento institucional, que atuam para as organizações da sociedade civil no Brasil, que vem acompanhando os números de doações no país desde a chegada do vírus, em março de 2020. O controle passou a ser feito pela instituição no dia 31 de março do ano passado. O objetivo do Monitor das Doações Covid-19 é consolidar e conhecer os números das doações realizadas em razão do coronavírus, promovê-las e inspirar outras, promovendo, com isso, o estímulo a uma “cultura de doação” cada vez maior no país.

A intensidade das ofertas havia estacionado em outubro do ano passado – em torno dos R$ 6,5 bilhões – mas ganhou fôlego nos últimos meses, impulsionada por mais investimentos para o setor da assistência social, por exemplo, segundo Márcia Woods, presidente do Conselho da ABCR. Márcia explica que o novo momento difere do período de doações no começo da pandemia, quando houve investimentos pesados de bancos e grandes companhias na área de infraestrutura, compra de equipamentos, respiradores, testes de Covid, entre outros. “A marca dos R$ 7 bilhões é bastante expressiva porque representa o dobro do que se vê normalmente de comprometimento com a filantropia institucionalizada aqui no Brasil. A participação das empresas, de onde veio a maior parte das doações, também é bastante representativa”, lembra Márcia.

Com a marca dos R$ 7 bilhões, atinge-se 705.152 doadores que já contribuíram em pouco mais de um ano. Segundo o Monitor das Doações, ainda, a causa da Saúde é a que mais recebeu investimentos até agora, com 74% das doações, seguida da área da Assistência Social (20%), da Educação (4%) e da Geração de Renda, com 3%. São consideradas pelo monitor doações com valores a partir de R$ 3 mil. Uma lista com o nome das empresas e entidades que vêm fazendo as doações também está disponível no portal.

Cerca de 62% das ofertas foram feitas para pessoas jurídicas, 20% para institutos e fundações sem fins lucrativos, 8% para pessoas físicas e 6% para fundos filantrópicos. Do total doado, 59% foi em dinheiro, 32% em produtos diversos – como máscara, cestas básicas e equipamento hospitalar, por exemplo – e 8% em serviços. No site também é possível ver a lista das campanhas promovidas no país que mais arrecadaram. O Governo do Estado de São Paulo fica em primeiro, com R$ 1.800.000 bilhão.


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