No menu items!
20.8 C
São Paulo
quinta-feira, 5 fevereiro, 2026

Do capacitismo à valorização: desafios e soluções na inclusão profissional de pessoas com deficiência visual

Especialistas em diversidade e inclusão comentam o baixo índice de emprego dessas pessoas e como as empresas podem incluí-las


No dia 13 de dezembro foi instituído o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, uma data que visa conscientizar a sociedade sobre os direitos e potenciais desse grupo. Uma das áreas em que ainda há muito a avançar é a do mercado de trabalho, na qual as pessoas com deficiência visual enfrentam não só barreiras de acessibilidade, mas também preconceito.

Segundo relatório do IBGE de 2019, existem cerca de 7 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil. Desse total, apenas 37% estão empregadas. Um dos principais pontos responsáveis por esta baixa taxa é um conceito que se tornou mais conhecido recentemente, o capacitismo. O termo refere-se à discriminação contra pessoas com deficiência em geral, baseada na falsa e preconceituosa ideia de que estas seriam ‘inferiores’ ou incapazes de realizar determinadas atividades.

O combate ao capacitismo pode começar nas empresas, segundo Kaká Rodrigues, co-founder da consultoria Div.A Diversidade Agora! e especialista em diversidade e inclusão. “Para mudar essa realidade, é preciso que as organizações adotem medidas para promover a inclusão e a acessibilidade das pessoas com deficiência visual em seus ambientes de trabalho. Elas devem oferecer treinamentos e capacitação para todas as pessoas colaboradoras, inclusive as com deficiência, visando não só a orientar sobre melhores maneiras de convivência e comunicação, mas também à sensibilização”, explica a especialista.

Kaká reforça ainda que a estrutura física da empresa é outro ponto que necessita de atenção para quebrar barreiras. “A organização que disponibiliza recursos e tecnologias assistivas, como softwares leitores de tela, lupas eletrônicas, impressoras em braile e teclados adaptados, por exemplo, e eliminam obstáculos e dificuldades arquitetônicas, facilitam o acesso, tornando as pessoas colaboradoras com deficiência visual muito mais integradas e acolhidas”, ressalta.

A especialista reforça ainda que, “ao adotar essas medidas, as empresas não só cumprem a legislação vigente, que estabelece cotas para a contratação de pessoas com deficiência, mas também contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, diversa e inclusiva, na qual todos possam exercer sua cidadania e sua autonomia”, conclui Renata Torres.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Descarte irregular de lixo é um grave problema na Capela do Socorro

Um dos principais reflexos do descarte irregular são as...

Viaturas elétricas da GCM da capital evitam emissão de 243 toneladas de CO₂ na atmosfera

Iniciativa, que equivale ao plantio de 10 mil árvores, integra ações municipais de descarbonização, que incluem 1.149 ônibus elétricos e caminhões a biometano As viaturas...

Subprefeitura Pinheiros inicia obras de revitalização da Praça Mycle Alexandre Campos Melo

Local é frequentado por moradores e pacientes da UPA Lapa A Subprefeitura Pinheiros deu início às obras de revitalização das calçadas da Praça Mycle Alexandre...

Descarte irregular de lixo é um grave problema na Capela do Socorro

Um dos principais reflexos do descarte irregular são as enchentes e alagamentos O descarte irregular de lixo continua sendo um dos principais desafios enfrentados na...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.