Com 8 piscinões em construção e outros 6 entregues, gestão prioriza combate às enchentes em todas as regiões da cidade

Conjunto de reservatórios integra série de obras da Prefeitura para aumentar a resiliência frente às mudanças climáticas

Quando a chuva cai forte, o que antes virava alagamento em muitos bairros de São Paulo agora encontra outro destino: os piscinões. Verdadeiras “poupanças de água da chuva”, eles armazenam o excesso que desceria pelas ruas e se tornaram aliados importantes no combate às enchentes. No momento, a Prefeitura de São Paulo está com oito piscinões em construção e, nos últimos quatro anos, entregou seis novos reservatórios, com capacidade total para 853 mil metros cúbicos de água — o equivalente a mais de 340 piscinas olímpicas — e resultados comprovados na redução de alagamentos.

As novas entregas fazem parte de uma rede de 55 piscinões da cidade e foram pensadas para reduzir os impactos das chuvas e evitar enchentes em regiões historicamente afetadas, reforçam a rede de drenagem e ampliam a capacidade da capital de enfrentar as chuvas.

No Morumbi, por exemplo, um piscinão embaixo da Praça Roberto Gomes Pedrosa vai captar as águas do Córrego Antonico e proteger 87 mil pessoas. Em Moema, outro reservatório deve beneficiar 200 mil moradores, sem a necessidade de desapropriações. Na Zona Leste, os trabalhos avançam nos córregos da Mooca, Lapenna e Rio Verde, enquanto na Zona Norte, o piscinão do Carumbé promete aliviar cheias que há décadas atingem a Brasilândia.

A importância desses equipamentos cresce a cada temporada de chuva. Com as mudanças climáticas provocando temporais mais intensos e volumes cada vez maiores, os piscinões se tornaram aliados indispensáveis na drenagem urbana. Ao reter a água durante o pico das chuvas e liberá-la aos poucos, eles ajudam a aliviar a pressão sobre córregos e galerias, diminuindo o risco de transbordamentos e prejuízos.

A efetividade dos piscinões entregues nos últimos anos é visível. Entre 2014 e 2024, a capacidade de reservação aumentou 46%, e o número de alagamentos caiu 57% em comparação com o final dos anos 1990 — mesmo com índices de chuva semelhantes. Cerca de 80% dos equipamentos para combate às cheias foram implantados após 2014.

Novos piscinões na Zona Sul:

Piscinão Ibijaú-Gaivota, Moema

Investimento: R$ 117,3 milhões

População: 200.000 pessoas

Volume: 24.000 m³

Previsão de entrega: 2027

Piscinão Morro do S, Capão Redondo

Investimento: R$ 179 milhões

População: 870.000 pessoas

Volume: 192.000 m³

Previsão de entrega: 2026

Piscinão Paraguai/Éguas, Vila Mariana

Investimento: R$ 166,1 milhões

População beneficiada: 200.000 pessoas

Volume: 110.000 m³

Previsão de entrega: 2027


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