ARTIGO | Tabagismo: um desafio a ser enfrentado

No Dia Mundial Sem Tabaco, designado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o dia 31 de maio, temos a missão de alertar para os riscos à saúde e defender políticas para a redução do consumo, que é a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

A OMS listou mais de 100 motivos para parar de fumar, dentre os motivos podemos citar alguns deles:

O tabaco afeta sua aparência imediatamente – dentes ficam amarelados, mau hálito, pele enrugada, cheiro impregna pele, roupas e ambiente, risco maior de desenvolver psoríase e quadros graves de Covid-19;

Risco para fumantes passivos (amigos e familiares) – têm risco maior de desenvolver câncer de pulmão, diabetes tipo 2, progressão da infecção tuberculosa para a doença ativa e 1 milhão de pessoas morrem ao ano devido a exposição ao fumo passivo; isso também vale para os cigarros eletrônicos;

Consequências sociais negativas – isolamento e baixa produtividade no trabalho devido às pausas para fumar;

Reduz fertilidade – maior probabilidade de sofrer de infertilidade e disfunção erétil;

Cigarros eletrônicos não são seguros – aumentam os riscos de doenças cardíacas e pulmonares; e a nicotina presente é viciante e compromete o desenvolvimento cerebral em crianças e adolescentes;

Destrói o coração – risco duas vezes maior de derrame e quatro vezes maior de doenças cardíacas, a fumaça danifica artérias do coração, culminando em ataques cardíacos e derrames;

Causa mais de 20 tipos de câncer – é responsável por 25% de todas as mortes por câncer no mundo;

Perda de visão e audição – doenças oculares, degeneração macular que resulta na perda irreversível da visão, catarata, glaucoma e perda auditiva;

Demência – o tabaco é fator de risco para a demência, incluindo Alzheimer;

Doença periodontal – causa inflamação crônica que desgasta as gengivas e destrói o osso maxilar, levando à perda dos dentes;

Riscos para a gestação – uso de tabaco ou exposição à sua fumaça por parte da gestante pode levar à morte fetal e aborto espontâneo;

Meio ambiente – bitucas de cigarro estão entre os resíduos mais descartados em todo o mundo e os mais comuns coletados em praias e margens fluviais.

Todas as considerações feitas, é importante não apenas que nos apoiemos nas políticas públicas para sanar o problema. Mais do que isso, deixar o tabagismo, ou sequer começar a fazer uso de cigarros, para que salvemos o sistema de saúde e as nossas próprias vidas, depende de cada um de nós.

 Fernando Yukio Tomita é médico psiquiatra e coordenador do Serviço de Interconsulta Psiquiátrica do Vera Cruz Hospital, com residência médica pela Unicamp


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