ARTIGO | O que esperar para a economia

O Brasil foi às urnas e escolheu um novo presidente para governar o país a partir de 1º de janeiro. A eleição foi a mais apertada da história do Brasil, o que já era esperado, considerando a polarização que dominou o cenário político nesse pleito. Para alguns, motivos de festa. Para outros, decepção.

Entre os investidores, porém, o clima ainda é de indefinição. Passada a eleição, a expectativa, agora, se volta para a formação da equipe econômica do presidente eleito. Para o mercado financeiro, conhecer em detalhes os planos do governo para a economia é tão importante quanto saber o nome do novo presidente escolhido nas urnas.

O mercado vive em compasso de espera. Aguarda atento sinais sobre a composição dos ministérios, em especial o da economia. Há uma forte expectativa de que o Ministério da Economia seja reorganizado em três pastas – Fazenda, Planejamento e Indústria.

Também espera respostas mais claras sobre a política fiscal e monetária, questões fundamentais para a condução do país, mas que não foram devidamente apresentados na campanha.

Esse desconhecimento explica parte da reação levemente negativa registrada na abertura dos mercados, segunda-feira, logo após o segundo turno. Investidor não gosta de insegurança e o reflexo foi automático.

Várias promessas de melhorias na área econômica foram feitas, incluindo aumento real do salário mínimo, renegociação das dívidas dos consumidores e políticas que fomentem a criação de empregos e a geração de renda.
Atender às demandas existentes e cumprir os compromissos de campanha sem comprometer o equilíbrio fiscal não será uma tarefa fácil. E para isso, o mercado espera que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tenha ao seu lado uma equipe alinhada tecnicamente e que transmita credibilidade. Manter o controle de gastos e um cenário político de estabilidade serão primordiais para o Brasil voltar a atrair investidores internacionais.

Rogério Araujo é gestor e consultor financeiro, especialista em investimentos, líder educacional na Empiricus Investimentos e fundador da Roar Educacional Consultoria


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Se a emissão vem da embalagem, a solução também precisa passar pela embalagem

Por Rodrigo Oliveira Quando compramos uma garrafa de refrigerante, um...

Excesso de açúcar aumenta risco de miopia em crianças

Pesquisa mostra que abusar de doces e carboidratos eleva...

Aedes aegypti: quase metade dos municípios está em alerta ou risco 

Mesmo com presença do mosquito, casos de dengue caem...

Se a emissão vem da embalagem, a solução também precisa passar pela embalagem

Por Rodrigo Oliveira Quando compramos uma garrafa de refrigerante, um pote de shampoo, uma caixa de cereal ou uma embalagem de delivery, existe carbono envolvido...

Excesso de açúcar aumenta risco de miopia em crianças

Pesquisa mostra que abusar de doces e carboidratos eleva em 41% a miopia na infância Um estudo publicado no Britsh Journal of Nutrition com 2.473...

Aedes aegypti: quase metade dos municípios está em alerta ou risco 

Mesmo com presença do mosquito, casos de dengue caem 70% em um ano O resultado do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui