ARTIGO | O desenvolvimento que queremos e merecemos

Fernando Valente Pimentel

No novo governo, é fundamental, sem amarras ideológicas, considerar o que deu certo e está apresentando resultados na trilha do desenvolvimento e as políticas públicas e medidas necessárias para corrigir erros históricos e promover avanços. A Nação aspira a um crescimento sustentado e sustentável de no mínimo 3,5% ao ano, para sair, nas próximas duas décadas, da armadilha da renda média. Para isso, já temos diagnósticos de sobra.

Precisamos de um projeto eficaz, com planejamento e foco, abrangendo os pilares da educação, saúde, segurança pública, ciência, tecnologia, redução das desigualdades e respeito aos princípios da governança ambiental, social e corporativa (ESG).

Há projetos no Congresso Nacional que sinalizam direções a serem seguidas. É fundamental priorizar o aumento da produtividade, melhoria da infraestrutura e redução do “Custo Brasil”.

As reformas tributária e administrativa são cruciais para termos um Estado mais eficiente e corrigir desequilíbrios na arrecadação de impostos que conspiram contra os investimentos e a economia. O setor público e a iniciativa privada precisam manter-se sinérgicos, sendo que o primeiro deveria trabalhar pelo melhor ambiente de negócios possível.

Para o êxito das metas de desenvolvimento, é decisivo o resgate da indústria, crucial como geradora de tecnologia e inovação, empregos em escala e de qualidade, agregação de valor às matérias-primas e exportações e mais protagonismo global. A despeito de a agropecuária ser um case de sucesso, com enormes méritos, é preciso estimular outros segmentos. Sem a manufatura e suas externalidades, não teremos crescimento expressivo do PIB.

Pela primeira vez em nossa história, a instituição é dirigida por alguém não nomeado pelo presidente da República no exercício do cargo. É importante que as políticas fiscal/monetária e econômica, embora autônomas, tenham coerência, para termos taxas de juros que viabilizem os investimentos produtivos, manter a inflação sob controle e contribuir para o fomento do PIB.

O Brasil tem plenas condições para crescer em grau mais elevado e seguir com força rumo ao desenvolvimento. Cabe-nos construir o país que queremos e merecemos!

Fernando Valente Pimentel é presidente emérito e diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país

Plano abrange Sociobioeconomia, Bioindustrialização e Economia Circular O governo apresentou,...

Fatores sociais empurram famílias para ultraprocessados, diz pesquisa

Preços baixos e a sobrecarga materna fazem com esses...

TEA em adultos: por que o diagnóstico tardio mistura alívio e dúvidas

Por Ellen Moraes Senra O diagnóstico tardio do Transtorno do...

Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país

Plano abrange Sociobioeconomia, Bioindustrialização e Economia Circular O governo apresentou, na quarta-feira (1º), uma nova estratégia para tornar a biodiversidade um dos principais ativos econômicos...

Fatores sociais empurram famílias para ultraprocessados, diz pesquisa

Preços baixos e a sobrecarga materna fazem com esses alimentos sejam atrativos para grande parte da população A sobrecarga materna, o preço atraente e até...

TEA em adultos: por que o diagnóstico tardio mistura alívio e dúvidas

Por Ellen Moraes Senra O diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos costuma provocar uma mistura de sentimentos como alívio, dúvidas e...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui