ARTIGO | Municípios têm oportunidades com o saneamento

O saneamento básico galgou um novo patamar no interesse de investidores e especialistas. A aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento trouxe perspectivas promissoras para o setor, que vem se traduzindo em Parcerias Público-Privadas (PPPs), concessões, entre outras modalidades. De acordo com levantamento da Associação e Sindicato das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon/Sindicon), são esperados mais de 48 leilões nos próximos anos, que deverão atrair aproximadamente R$ 105 bilhões para atender 30 projetos municipais e dez regionais, beneficiando mais de 32,2 milhões de usuários. Um outro pacote traz mais 48 projetos – 39 municipais e nove regionais – que já estão sendo estruturados e devem somar mais R$ 105 bilhões de investimentos e atender 34,2 milhões de usuários.

Cabe ao município fazer a “lição de casa” como forma de se preparar para atrair investimentos. A complexidade do saneamento básico requer um olhar atento para cada cidade. Por isso, um dos primeiros passos é a elaboração de um Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), que é instrumento essencial para orientar a política pública de saneamento e o monitorar os resultados alcançados nas localidades. As administrações municipais devem contar com especialistas para a produção do PMSB, e garantir a participação da população nesse processo.

Antes considerado o “patinho feio” do setor de infraestrutura, o saneamento básico conquistou o interesse do mercado. Mas para atrair investimento, os municípios precisam receber orientação técnica especializada. Mesmo sem uma equipe preparada para traçar o caminho na universalização do saneamento, as prefeituras devem contar com consultorias, que podem ser contratadas diretamente pelas administrações municipais ou por convênios governamentais, que oferecem orientação sobre o tema.

Com a entrada de novos investimentos no país para o saneamento, os municípios melhor preparados têm maiores chances de avançar muito mais rápidos no atendimento das metas do Novo Marco Legal do setor e garantir a melhoria da qualidade de vida da população.

(*) Maurício Vizeu de Castro é diretor de Meio Ambiente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e engenheiro pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial).


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano 

Brasil é quinto país que mais emite o gás...

O caminho para o crescimento escolar sustentável

Por Leonardo Chucrute Crescimento sustentável não é resultado do acaso...

Não tem o nome do pai no registro? Veja como iniciar gratuitamente o reconhecimento de paternidade 

Programa Encontre Seu Pai Aqui permite iniciar o pedido pela internet e oferece orientação presencial no Poupatempo e nos CICs Quem não tem o nome...

Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano 

Brasil é quinto país que mais emite o gás poluidor A rede de organizações ambientais e de pesquisa Observatório do Clima lançou na terça-feira (18)...

O caminho para o crescimento escolar sustentável

Por Leonardo Chucrute Crescimento sustentável não é resultado do acaso ou de ações isoladas. No ambiente escolar, nasce da combinação entre gestão eficiente, experiência positiva...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui