No menu items!
17.3 C
São Paulo
quinta-feira, 22 janeiro, 2026

ARTIGO | Cuidar da água para não faltar

“O Brasil, que se ergueu à beira do mar e em volta dos rios, também escreveu histórias de sede, de muita sede”, já apontava Graciliano Ramos, em 1938, na sua obra “Vidas Secas”. A constatação do escritor para o Nordeste brasileiro passou a se transformar em alerta para todas as regiões do País, inclusive para o Norte, banhado por uma das maiores bacias hidrográficas do planeta que, recentemente, enfrentou uma das piores crises hídricas da sua história.

As mudanças climáticas têm afetado diversas regiões do planeta. No Brasil, os processos de desertificação, por exemplo, tiveram avanço acentuado no centro-norte da Bahia, podendo se expandir para outras regiões do País, segundo estudo realizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Situações como essa trazem impactos diretos no cotidiano das pessoas e na economia, afetando o agronegócio, bem como a produção de energia.

Por isso, a gestão hídrica é um assunto de extrema importância. É preciso ter um panorama da real situação desses recursos no País. O investimento em tecnologia deve ser um instrumento para o monitoramento constante das águas subterrâneas e meteorológicas. Com ferramentas adequadas, podemos adotar medidas de contenção em diversas regiões brasileiras nos momentos de estresse hídrico.

A indústria pode ser estimulada a elaborar produtos mais eficazes na redução do desperdício nas casas e demais empreendimentos como torneiras econômicas, vasos sanitários em fases, entre outros. Já a educação ambiental precisa ser reforçada, orientando as famílias no bom uso dos recursos hídricos, bem como no estímulo para o reaproveitamento das águas das chuvas para uso em determinadas atividades do dia a dia das moradias.

As iniciativas somadas de cada setor podem multiplicar a economia desse recurso tão valioso para a nossa vida, o que faz uma grande diferença.  A atitude de cada cidadão vai ajudar a reduzir o desperdício de água e garantir esse recurso para os períodos de escassez.

(*) Luiz Pladevall é engenheiro, vice-presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e presidente da Abes-SP.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Prefeitura inicia pagamento de passagem via bluetooth nos ônibus municipais

Nova modalidade de pagamento por aproximação nos validadores por...

Entenda como os níveis dos reservatórios impactam no abastecimento de água em São Paulo

Faixas operacionais permitem atuação preventiva na busca de proteger...

Prefeitura de São Paulo facilita a busca por medicamentos com a ferramenta Remédio na Hora

Serviço digital permite consultar a disponibilidade de remédios na...

Prefeitura inicia pagamento de passagem via bluetooth nos ônibus municipais

Nova modalidade de pagamento por aproximação nos validadores por meio de aplicativo já está sendo testada em 2,2 mil ônibus da frota da cidade A...

Entenda como os níveis dos reservatórios impactam no abastecimento de água em São Paulo

Faixas operacionais permitem atuação preventiva na busca de proteger os mananciais e assegurar o abastecimento A chuva está pouco, o calor intenso e os níveis...

Prefeitura de São Paulo facilita a busca por medicamentos com a ferramenta Remédio na Hora

Serviço digital permite consultar a disponibilidade de remédios na rede municipal de saúde pelo aplicativo e-saúdeSP A Prefeitura de São Paulo disponibiliza a ferramenta digital...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.