ARTIGO | Cuidar da água para não faltar

“O Brasil, que se ergueu à beira do mar e em volta dos rios, também escreveu histórias de sede, de muita sede”, já apontava Graciliano Ramos, em 1938, na sua obra “Vidas Secas”. A constatação do escritor para o Nordeste brasileiro passou a se transformar em alerta para todas as regiões do País, inclusive para o Norte, banhado por uma das maiores bacias hidrográficas do planeta que, recentemente, enfrentou uma das piores crises hídricas da sua história.

As mudanças climáticas têm afetado diversas regiões do planeta. No Brasil, os processos de desertificação, por exemplo, tiveram avanço acentuado no centro-norte da Bahia, podendo se expandir para outras regiões do País, segundo estudo realizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Situações como essa trazem impactos diretos no cotidiano das pessoas e na economia, afetando o agronegócio, bem como a produção de energia.

Por isso, a gestão hídrica é um assunto de extrema importância. É preciso ter um panorama da real situação desses recursos no País. O investimento em tecnologia deve ser um instrumento para o monitoramento constante das águas subterrâneas e meteorológicas. Com ferramentas adequadas, podemos adotar medidas de contenção em diversas regiões brasileiras nos momentos de estresse hídrico.

A indústria pode ser estimulada a elaborar produtos mais eficazes na redução do desperdício nas casas e demais empreendimentos como torneiras econômicas, vasos sanitários em fases, entre outros. Já a educação ambiental precisa ser reforçada, orientando as famílias no bom uso dos recursos hídricos, bem como no estímulo para o reaproveitamento das águas das chuvas para uso em determinadas atividades do dia a dia das moradias.

As iniciativas somadas de cada setor podem multiplicar a economia desse recurso tão valioso para a nossa vida, o que faz uma grande diferença.  A atitude de cada cidadão vai ajudar a reduzir o desperdício de água e garantir esse recurso para os períodos de escassez.

(*) Luiz Pladevall é engenheiro, vice-presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e presidente da Abes-SP.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Prefeitura chega a quase 95 mil escrituras emitidas com nova entrega de mais 3.825 títulos de propriedade na Zona Sul

No último final de semana, a Prefeitura de São Paulo realizou uma nova etapa do Programa Escritura na Mão e beneficiou mais 3.825 famílias...

Primeira fase da Linha 17-Ouro é concluída com inauguração da Estação Washington Luís

Estrutura amplia o acesso ao transporte sobre trilhos na região e consolida a ligação do Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária A cidade de São...

Após casos de sarampo, Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês 

Imunizante deverá ser aplicado em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui