Aprovado pela Anvisa, novo teste para meningite garante resultado em até 1h

Tecnologia identifica até 15 diferentes vírus, bactérias ou fungos responsáveis pelos diversos quadros da doença


Os casos meningite no Brasil têm aumentado exponencialmente, crescimento que acende um alerta para uma doença que pode ser fatal. Para contribuir para um diagnóstico mais rápido e preciso, a Anvisa acaba de aprovar um teste que garante resultado em até uma hora, identificando até 15 diferentes agentes – entre vírus, bactérias e fungos – responsáveis pelos quadros da doença, apontando, inclusive, quando a infecção é causada por mais de um patógeno ao mesmo tempo.

Chamado de QIAstat-Dx, o novo painel para teste sindrômico da meningite da multinacional QIAGEN é uma ferramenta laboratorial de testagem que funciona a partir de uma metodologia em real time em PCR, ou seja, em tempo real. Por ser um teste molecular de alta precisão, é feito por meio de uma coleta de um líquido cefalorraquidiano a partir de uma punção na lombar.

De acordo com Allan Richard Gomes Munford, gerente regional LATAM de Marketing para Diagnósticos de Oncologia e Precisão da QIAGEN, a meningite é uma emergência médica, diante da gravidade do processo inflamatório das meninges – membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal – e todas as sequelas e óbitos que a doença pode ocasionar quando não diagnosticada e tratada a tempo.

“Os testes rápidos para meningite são um verdadeiro divisor de águas na medicina. Uma nova tecnologia que traz uma resposta certeira em aproximadamente uma hora faz toda a diferença no diagnóstico e permite um rápido tratamento ao paciente. Ou seja, estamos falando de uma doença que quando causada por bactérias, que pode ser letal em praticamente metade dos casos. Ao apresentar sintomas parecidos, as meningites virais e bacterianas precisam ser diagnosticadas por meio de testes que, atualmente, levam dois ou mais dias para apresentarem o resultado”, enfatiza.

Segundo o executivo, a nova testagem permite ainda a administração correta de antibióticos e impacta no tempo de permanência do paciente no hospital, na redução das internações e na desoneração dos sistemas de saúde no que diz respeito ao manejo e tratamento futuro das pessoas que possam vir a ficar com alguma sequela da doença, especialmente nos casos bacterianos. “Quando falamos dos quadros bacterianos, o uso precoce do antibiótico correto pode evitar as sequelas e a redução dos casos fatais”, conclui Munford.


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