Apenas 2 em cada 10 mulheres consideram estar bem-informadas sobre a Lei Maria da Penha

Dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher revelam que mulheres do Norte e do Nordeste são as que menos tem informações sobre a lei, segundo pesquisa

Somente 20% das mulheres brasileiras se consideram bem-informadas sobre a Lei Federal Maria da Penha. O dado faz parte do Mapa Nacional da Violência de Gênero, do Observatório da Mulher Contra a Violência (OMV), do Senado Federal em parceria com Instituto Avon e Gênero e Número.

Segundo o levantamento, as mulheres mais bem informadas sobre a lei estão no Distrito Federal (33%), Paraná (29%) e Rio Grande do Sul (29%). Já as mulheres do Norte e Nordeste são as que afirmam conhecer menos a Lei Maria da Penha, principalmente no Amazonas (74%), Pará (74%), Maranhão (72%), Piauí (72%), Roraima (71%) e Ceará (71%).

Em relação ao grau de conhecimento sobre os serviços que integram a rede de proteção à mulher, nota-se um equilíbrio entre os estados. A delegacia da mulher é o serviço mais conhecido entre elas (95%), enquanto a Casa da Mulher Brasileira é conhecida por somente 38% das entrevistadas.

Conscientização

De acordo com Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon, é necessário ampliar os esforços para a construção de medidas educativas e de conscientização sobre leis, recursos e políticas públicas voltadas para o enfrentamento à violência de gênero. “Esses dados revelam uma lacuna alarmante na comunicação entre o poder público e mulheres de todos os estados brasileiros”, critica. “Isso impacta diretamente na autonomia dessas mulheres, pois o conhecimento sobre o tema é fundamental para que possam reivindicar seus direitos e romper ciclos de agressões e abusos”, explica.

Já a Presidente e Diretora de Conteúdo da Gênero e Número, Vitória Régia da Silva, complementa que “a Lei Maria da Penha criou uma série de mecanismos de assistência e proteção a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, mas a dificuldade em reconhecer situações de violência e a falta de conhecimento dos próprios direitos podem impedir que as vítimas tenham acesso aos serviços da rede de proteção”.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Pagaram no Pix, mas o dinheiro não caiu: como evitar golpes no caixa

Casos recentes de Pix agendado usado como falso comprovante...

Nunca parei de sonhar

Quando olho para trás, percebo que minha vida foi...

Prefeitura conta com 760 equipamentos com atendimento em saúde mental

Unidades atuam com equipes multidisciplinares e desenvolvem projetos terapêuticos...

Pagaram no Pix, mas o dinheiro não caiu: como evitar golpes no caixa

Casos recentes de Pix agendado usado como falso comprovante acendem alerta no varejo Em março deste ano, um caso que circulou entre associações comerciais chamou...

Nunca parei de sonhar

Quando olho para trás, percebo que minha vida foi construída pelos recomeços. Entrei na faculdade de Medicina depois de anos difíceis. Fiz cursinho junto com...

Prefeitura conta com 760 equipamentos com atendimento em saúde mental

Unidades atuam com equipes multidisciplinares e desenvolvem projetos terapêuticos singulares com pacientes Uma nova abordagem para o tratamento de pessoas com transtornos mentais foi a...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui