Existe um tempo que não pode ser recuperado. Ele não faz barulho, não avisa quando passa, não espera o momento ideal. Esse tempo se chama infância.
Ser mãe, ser pai, é aprender que o essencial não está no controle, mas na entrega. Na presença que acalma. No olhar que reconhece. No silêncio que acolhe. A infância floresce quando há espaço para o encontro — entre o adulto e a criança, entre o hoje e o agora.
Nossos filhos não precisam de pais perfeitos, mas de adultos disponíveis. Disponíveis para sentar no chão, para ouvir sem corrigir, para sentir junto. Em um mundo apressado, a presença se tornou um gesto de amor profundo.
Há algo quase sagrado nos pequenos rituais: a mão que segura a outra, a história contada antes de dormir, a bênção silenciosa lançada sobre o dia. São nesses momentos simples que a criança constrói sua segurança emocional e aprende que o mundo pode ser um lugar bom.
Ao pensarmos nas metas para 2026, talvez seja tempo de incluir uma intenção mais delicada e poderosa: honrar a infância com presença. Menos pressa. Menos distrações. Mais vínculo.
Que 2026 nos encontre mais presentes, com o coração disponível, o olhar atento e tempo suficiente para amar a infância enquanto ela acontece.

Dra. Eliana Maekawa – Pediatra e Neonatologista
Cuidando da infância com ciência, presença e acolhimento
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