A formação de hábitos nutritivos na escola pode contribuir para a diminuição da obesidade infantil

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 12,9% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos apresentam obesidade

A primeira infância é uma das fases mais importantes do desenvolvimento humano e é nesse período, repleto de descobertas e aprendizados, que se formam muitos dos hábitos que acompanharão a criança por toda a vida, em especial os alimentares. Nesse cenário, a escola ocupa um papel fundamental ao promover, de forma integrada e consciente, a Educação Alimentar e Nutricional (EAN).

“A escola vai muito além do ensino para as crianças, ela é um espaço de formação integral, onde as crianças aprendem também a cuidar de si mesmas. E isso começa pela alimentação, ensinar a comer bem é ensinar a viver bem”, afirma Sheila Bancovsky, psicóloga e sócia proprietária da Escola Koala.

A educação alimentar e nutricional é um campo do conhecimento que visa promover práticas alimentares saudáveis de maneira autônoma e informada, respeitando as fases da vida, os contextos culturais e o direito humano à alimentação adequada. Mais do que apenas ingerir alimentos, trata-se de compreender a importância de nutrir o corpo e formar uma relação positiva com a comida.

A introdução correta de alimentos, o incentivo à variedade e à alimentação natural, o cuidado com o que se consome e o respeito à cultura alimentar são valores que podem e devem ser ensinados na escola. Por isso, atividades lúdicas, sensoriais e práticas, como aulas de culinária, rodas de conversa, leitura de rótulos e até piqueniques coletivos podem ajudar na educação alimentar das crianças.

Além disso, a alimentação infantil adequada nas escolas é um pilar no combate à obesidade, à desnutrição e a doenças crônicas. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 12,9% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos apresentam obesidade, um dado alarmante e que reforça a necessidade de políticas educativas e nutricionais desde a primeira infância.

A escola é uma grande aliada das famílias e da sociedade na formação de cidadãos mais conscientes, saudáveis e autônomos. Através de projetos interdisciplinares é possível ensinar muito mais do que o valor nutricional de um alimento: ensina-se o valor do cuidado. “Trabalhar alimentação na escola é trabalhar respeito, cultura, saúde e cidadania. A educação alimentar é um investimento no presente e no futuro das nossas crianças”, conclui Bancovsky.


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