UBSs da capital disponibilizam orientações, acompanhamento e acesso gratuito a diferentes formas de contracepção
A Prefeitura de São Paulo oferece serviços e orientações de planejamento familiar, um direito garantido por lei que permite a homens e mulheres refletirem sobre o melhor momento para exercer a parentalidade, caso esse seja seu desejo. A iniciativa também inclui o acesso gratuito a diferentes métodos contraceptivos na rede municipal de saúde.
Veja quais os principais métodos oferecidos na rede, aos quais homens e mulheres podem ter acesso.
Camisinha interna e externa – é o principal método de barreira, ou seja, impedem o encontro do espermatozoide com o óvulo por meio de barreira física, além de também proteger contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). São distribuídos gratuitamente nas UBSs.
Pílula anticoncepcional – um dos métodos contraceptivos mais usados em todo o mundo, marcou um importante avanço no que diz respeito ao aumento da autonomia feminina. As pílulas mais utilizadas são as combinadas, compostas por estrogênio e progesterona sintéticos, semelhantes aos hormônios produzidos pela mulher. Esse tipo de pílula impede a ovulação e atua também sobre o muco cervical, dificultando a entrada do espermatozoide. O uso de hormônios possui contraindicações em alguns casos, por isso é importante que a mulher converse com o especialista a respeito dos prós e contras da adoção deste método.
Contraceptivo hormonal injetável – consiste em uma injeção aplicada a cada mês ou a cada três meses, com o objetivo de impedir o organismo de liberar óvulos e de tornar o muco do colo do útero mais espesso. Da mesma forma que a pílula, é composto por um ou dois tipos de hormônios (progesterona ou uma combinação de progesterona e estrogênio).
Implante hormonal – método hormonal de longa duração, funciona por meio de um bastão inserido na parte interna do braço, liberando hormônios que impedem a liberação dos óvulos e a chegada dos espermatozoides.
DIU – Dispositivo Intrauterino – o tipo mais comum é o de cobre, que promove uma reação inflamatória intrauterina que mata os espermatozoides. É uma das formas mais eficazes de contracepção, porque é interno e não requer disciplina. Também não contém hormônios, além de durar até dez anos.
SIU hormonal – também é um método de longa duração, muito semelhante ao DIU de cobre, porém por conter hormônio (levonorgestrel) é muito indicado em situações em que a dor e/ou redução do fluxo menstrual sejam efeitos desejáveis. Assim como os outros métodos de longa duração, possui altíssima eficácia contraceptiva.
Laqueadura e vasectomia – são métodos permanentes de contracepção realizados por meio de procedimentos cirúrgicos. Na laqueadura, ocorre a interrupção das trompas uterinas, impedindo o encontro entre óvulo e espermatozoide. Na vasectomia, são bloqueados os canais deferentes, responsáveis por transportar os espermatozoides. Ambos são procedimentos seguros e eficazes, mas, por seu caráter definitivo, exigem o cumprimento de critérios previstos em lei, incluindo participação em atividades de planejamento familiar e avaliação por equipe multiprofissional.
As unidades de saúde também disponibilizam a pílula de emergência, popularmente conhecida como pílula do dia seguinte, que é um método contraceptivo emergencial usado por mulheres para evitar a gravidez indesejada ou inesperada após a relação sexual desprotegida. As pílulas emergenciais devem ser tomadas no máximo até 72 horas após a prática sexual sem proteção, e seu uso frequente não é recomendado, uma vez que contêm alto teor de compostos hormonais, tais como etinil-estradiol e levonorgestrel, podendo provocar efeitos colaterais como náusea, dor de cabeça, sensibilidade mamária e cólica abdominal.
A população pode encontrar a unidade mais próxima por meio da plataforma Busca Saúde.
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