Frente a esse cenário, escolas reforçam a importância de orientações e feiras profissionais
A indecisão sobre o futuro profissional marca boa parte dos estudantes no Ensino Médio. Dados de 2025 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – fórum internacional composto por mais de 30 países – indicam que quase 40% dos jovens de 15 anos não têm clareza sobre suas expectativas de carreira.
O especialista em educação e CEO e um dos idealizadores do De Criança Para Criança (DCPC), Vitor Azambuja, avalia que, diante desse cenário, o contato com diferentes perfis profissionais é decisivo para ampliar horizontes. “Acho de extrema importância hoje, no mundo atual, onde novas profissões surgem a cada dia, as escolas levarem profissionais não só de medicina, de engenharia, advogados, mas profissionais que desenvolveram carreiras diferentes, com trabalhos diferentes, profissionais de startups, para os adolescentes começarem a pensar que o futuro é possível para eles”, ressalta.
Vitor destaca, ainda, o impacto desse contato na construção de perspectivas de futuro. “Você ter contato desde cedo com diferentes áreas abre um leque na cabeça do estudante muito grande, para ele pensar em possibilidades diferentes e vislumbrar um futuro possível”, pontua.
Os dados da OCDE mostram também que o acesso a experiências práticas segue limitado, uma vez que apenas 35% participaram de feiras de profissões, enquanto 45% visitaram ambientes de trabalho ou acompanharam profissionais.
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