Comerciantes comemoram aumento de até 30% no faturamento com Carnaval de Rua

Restaurantes e ambulantes veem festa como oportunidade de ampliar clientela, pagar dívidas e investir no próprio negócio

O Carnaval de Rua de São Paulo tem refletido diretamente no caixa de bares, restaurantes e ambulantes que atuam nos circuitos e no entorno dos blocos. Com recorde de blocos e expectativa de reunir 16,5 milhões de foliões, gerar R$ 3,4 bilhões na economia e criar cerca de 50 mil empregos, a festa impulsiona as vendas e garante incremento de até 30% no faturamento para comerciantes — em alguns casos, até mais.

Para Célia Mota, 53 anos, dona da Achiro Pizza há duas décadas, o mês de Carnaval é estratégico. “Olha, é maravilhoso. A gente agradece ter carnaval porque deixa a rua bem movimentada.” Ela afirma que o faturamento cresce em comparação a outros períodos do ano. “Com certeza, o valor é bem maior. O faturamento é bem maior.” E ressalta a evolução da organização: “Eu acho que está bem organizado, cada ano eles estão melhorando cada vez mais.”

Entre os ambulantes cadastrados pela Prefeitura, a percepção é semelhante. Thiago Henrique, 37 anos, participa do seu sétimo Carnaval trabalhando nas ruas e, pela primeira vez, atuou na Rua da Consolação. “Está bem organizado e estamos conseguindo vender bastante”, relata. Já a diarista Aline Cristina, 37 anos, está em seu quarto ano como ambulante. “Esse trabalho ajuda muito mesmo, consigo fazer uma reserva e um dinheiro extra”, afirma.

O analista de seguros Matheus Henrique dos Santos, 20 anos, da Vila da Paz, Zona Sul, participa pela primeira vez do evento como ambulante e vê na festa uma oportunidade de crescimento. “É uma abertura de porta para a vida das pessoas”, diz. Laís Rodrigues de Souza, 28 anos, no segundo ano consecutivo de trabalho no Carnaval, percebe avanço em relação a 2025. “De vendas está bem melhor que o ano passado. Tem bastante movimentação de pessoas também. Acho que aumentou 100% o movimento”, avalia. Para ela, a organização faz diferença: “Tudo contribui. Tem mais segurança, mais limpeza. A gente joga as latinhas e já tem os catadores para pegar, o pessoal da limpeza passa. Ficou bem limpo”.


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