Cão conhecido da Praia Brava, em Santa Catarina, é torturado e morto; crime envolvendo adolescentes repercute em todo o país

Um cão sem raça definida, conhecido como Orelha, foi encontrado gravemente ferido no dia 4 de janeiro. Há cerca de dez anos, o animal recebia cuidados comunitários de moradores da Praia Brava, onde era amplamente conhecido e querido. Em razão da gravidade dos ferimentos, Orelha precisou ser submetido à eutanásia humanitária, indicada pela equipe veterinária.

Segundo apuração da Polícia Civil, o animal foi vítima de agressões, e quatro adolescentes foram identificados como suspeitos. As identidades não foram divulgadas. As investigações apontam ainda que os jovens pertencem a famílias influentes da região.

Além dos adolescentes, outros três adultos — familiares dos suspeitos — foram indiciados por coação de testemunha durante a apuração dos fatos.

O grupo também é investigado por envolvimento em pelo menos outro episódio de maus-tratos a animais: uma tentativa de afogamento contra um cachorro chamado Caramelo, ocorrida no ano passado.

A brutalidade do crime e as suspeitas de tentativa de obstrução da Justiça por parte de familiares e pessoas próximas aos investigados fizeram com que o caso ganhasse grande repercussão nacional.

Diversas personalidades, autoridades e cidadãos se manifestaram nas redes sociais, entre eles o médico-veterinário e vereador Rodrigo Goulart, que atualmente exerce a função de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Para Goulart, “o que foi feito com o cãozinho Orelha não é apenas crueldade, é crime. Um ato que fere a dignidade da vida e não pode ser normalizado ou silenciado. Não aceitaremos a impunidade. Como veterinário, defendo a vida. Como legislador, defendo as leis e a justiça! Por Orelha e por todos!”.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


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