Vendas de bicicletas batem recorde durante a pandemia

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Para evitar o uso do transporte público, paulistanos estão apostando em circular de bike pela capital paulista. A bicicleta se tornou o meio de locomoção mais seguro, do ponto de vista sanitário, e gerou crescimento de 118% nas vendas


O distanciamento social recomendado pelas autoridades de saúde para evitar a contaminação pela Covid-19 foi uma das principais razões que muitas pessoas deixaram de usar o transporte coletivo e começaram a pedalar de bicicleta pela cidade de São Paulo. Do ponto de vista sanitário, a bicicleta se tornou o meio de locomoção mais seguro atualmente.

De acordo com uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo, realizada entre maio e junho, 20% dos paulistanos pretendem usar mais a bicicleta após a pandemia. Entre as pessoas que já usavam este meio de transporte, 49% afirmaram que vão usar ainda mais. Já entre quem utiliza trem e metrô, 24% pretendem usar menos.

Para empresas que vendem bicicletas, essa procura e preferência do público pelas bikes se tornou lucro: houve um crescimento de 118% nas vendas, entre os meses de junho e julho de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019. Apenas em agosto deste ano, o aumento foi de 93%, de acordo com a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike).

“Os modelos mais procurados pelos brasileiros, representando aproximadamente 90% do total, são das chamadas bicicletas de entrada, com valores que variam entre R$ 800 e R$ 2 mil. É um tipo de bicicleta utilizada especialmente como meio de transporte no dia a dia, e também para realização de atividades físicas e de lazer”, afirma a Aliança Bike.

Apesar de muitas pessoas estarem iniciando nesse estilo de vida que envolve a bicicleta, com modelos mais básicos, muita gente que já tem o costume de sair de bike, está investindo em modelos mais modernos: cerca de 10% das vendas de agosto são de bicicletas com valor acima de R$ 5 mil.

“A procura por este tipo de bike vem crescendo mês a mês desde maio. Pedalar tem um baixo risco de contaminação neste período de pandemia, tendo a bicicleta, inclusive, sido indicada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma atividade a ser estimulada e, consequentemente, um meio de transporte a ser promovido”, explica André Ribeiro, vice-presidente da Aliança Bike.

Mas mesmo de bike é preciso tomar cuidados com a Covid-19: não é aconselhável pedalar com grupos grandes, pois isso já é aglomeração. Além disso, pessoas tendem a suar mais em um longo tempo de atividade física e o suor pode respingar nas pessoas ao redor e ser fonte de contaminação. O ideal é pedalar sozinho ou acompanhado por apenas uma pessoa e continuar usando álcool em gel e se higienizar, principalmente se a bike utilizada for alugada.


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