USP busca voluntários para testar vacina contra HIV

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A vacina foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Podem participar dos testes: homens gays ou bissexuais cisgêneros e homens ou mulheres transexuais entre 18 e 60 anos


Em meio a corrida mundial por uma vacina contra a Covid-19, as pesquisas por outra vacina não pararam e agora até voluntários brasileiros são recrutados para testes de comprovação da eficácia do imunizante.

A Universidade de São Paulo (USP) está procurando voluntários para testes de uma vacina contra o HIV, o vírus que causa a AIDS.

Uma pessoa que tem HIV nem sempre tem AIDS. De acordo com o Ministério da Saúde, “há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção”.

Essa vacina contra o HIV foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e após cinco anos em testes nos laboratórios começou a ser testada em humanos que vivem nos EUA, México, Peru, Brasil, Argentina, Itália, Espanha e Polônia.

Atualmente, o estudo está na terceira fase de testes e, no Brasil, será aplicado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina na USP, no Hospital Emílio Ribas e no centro de Referência Vila Mariana.

Podem participar dos testes: homens gays ou bissexuais cisgêneros e homens ou mulheres transexuais entre 18 e 60 anos.

Para participar: entrar em contato por meio do Programa de Educação Comunitária da FMUSP, através do Instagram @pec.hcfmusp ou pelo e-mail [email protected]

De acordo com a USP, “a vacina em desenvolvimento trabalha com a tecnologia de vetor, em que são injetadas informações genéticas para produção de proteínas do HIV dentro de um vírus que não afeta seres humanos. Quando o indivíduo é vacinado, o vírus é inserido no organismo e se multiplica, fazendo com que o corpo receba as proteínas que foram injetadas no material genético. Assim, o vacinado produz resposta imune contra proteínas do HIV sem nunca ter tido contato com esse vírus”. Após a vacinação, os voluntários serão acompanhados por até dois anos e meio.

No entanto, enquanto os estudos da vacina contra o HIV não são concluídos, as pessoas devem continuar se prevenindo e o principal método é a camisinha. Outros métodos importantes são: a prevenção biomédica (feita por meio da profilaxia pós-exposição, quando medicamentos antirretrovirais são tomados após exposição ou possível exposição ao HIV) e a profilaxia pré-exposição (quando são prescritos medicamentos antirretrovirais antes da exposição ou possível exposição ao HIV).


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

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