Uso correto da máscara salva vidas e deve continuar mesmo após a vacina contra Covid-19

0
10

 A orientação do Instituto Butantan é que as pessoas vacinadas mantenham as medidas de proteção até que a maior parte da população tenha recebido as duas doses do imunizante, o que deve demorar algum tempo


Quem já tomou a vacina contra a Covid-19, seja a primeira ou as duas doses, não está dispensado dos cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus. “A máscara deve continuar sendo usada e de maneira correta, cobrindo nariz e boca”, alerta o médico infectologista Marcos Antônio Cyrillo, coordenador da seção técnica de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM).

De acordo com nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a máscara cirúrgica deve ser usada apenas por pacientes com sintomas de infecção respiratória (febre, tosse, dificuldade para respirar) e por profissionais de saúde e de apoio que prestam assistência a menos de um metro do paciente suspeito ou caso confirmado.

“Isso quer dizer: máscara de tecido para a população, para a comunidade. E se você estiver em um hospital, deve seguir as recomendações do local com relação ao uso de máscara cirúrgica ou N95”, diz o especialista.

Segundo Cyrillo, essa determinação está muito bem documentada. As máscaras de tecido devem ser utilizadas pela população durante o dia e, no final do dele, lavadas como qualquer peça roupa em casa. “Se a pessoa for para um hospital ou ficar internada é diferente”, explica o médico.

A sanitarista Paula Bisordi Ferreira, do núcleo de Doenças Agudas Transmissíveis da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), também orienta que os pacientes assintomáticos ou com sintomas leves de Covid-19, em isolamento doméstico para tratamento, devem fazer uso de uma máscara cirúrgica. E se alguma pessoa precisar manter contato com este paciente – para levar um alimento, medicação ou outro cuidado -, também deverá usar o modelo cirúrgico.

A orientação do Instituto Butantan é que as pessoas vacinadas mantenham as medidas de proteção até que a maior parte da população tenha recebido as duas doses do imunizante, o que deve demorar algum tempo.

Somente com um grande número proporcional de vacinados é que será possível atingir a chamada “imunidade de rebanho”. Trata-se do termo usual em infectologia para indicar que a maioria das pessoas de uma comunidade foi infectada e produziu anticorpos, ou seja, se tornou imune a uma doença.

Enquanto esse estágio não for alcançado, não há garantia de que os que foram imunizados não possam continuar transmitindo o vírus e se infectando, mesmo que em menor escala e com quadros menos graves da doença.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.