Spray que neutraliza o coronavírus por 3 dias é criado por pesquisadores da Unicamp

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A tecnologia utilizada é composta de uma mistura de polímeros biodegradáveis e a ideia central é que o SprayCov seja borrifado nos equipamentos de segurança de profissionais da saúde para criar uma barreira ativa que destrói o vírus ao entrar em contato com a superfície protegida


“SprayCov” é o nome do produto criado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para eliminar o vírus SARS-CoV-2, conhecido como Covid-19. Descrito assim, o spray pode ser confundido com qualquer outro produto antiviral, porém, há uma diferença: o SprayCov mantém a proteção por três dias.

“Nossa fórmula não é um agente sanitizante como o álcool 70 ou o hipoclorito de sódio que usamos na limpeza, esse é um processo para tornar a máscara capaz de inativar o vírus”, explica Marisa Masumi Beppu, professora titular da Faculdade de Engenharia Química e fundadora do Laboratório de Engenharia e Química de Produtos da Unicamp.

A ideia central é que o SprayCov seja usado nos equipamentos de segurança (EPIS) de profissionais da saúde, como máscaras e aventais, que são usados como barreiras físicas. Quando o spray é borrifado nos EPIs, os materiais recebem uma barreira ativa que destrói o vírus ao entrar em contato com a superfície protegida.

Como o SprayCov é de uso prologando, uma das preocupações é o impacto negativo das substâncias utilizadas no meio ambiente. Então, a tecnologia utilizada é composta de uma mistura de polímeros biodegradáveis que formam uma “cola” para a fixação dos sais.

“A aderência foi testada em diversas superfícies, alcançando os mesmos resultados em tecidos e não-tecidos. Com os resultados promissores, a Agência de Inovação Inova Unicamp fez o depósito do pedido de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial e está promovendo a oferta ativa da tecnologia a empresas com potencial para licenciar a tecnologia e levá-la ao mercado”, informou a Unicamp.

Foram realizados testes com amostras do vírus SARS-CoV-2 e de outro tipo de coronavírus, o MHV (que afeta apenas camundongos). Segundo a Unicamp, “o SprayCov não apresentou toxicidade para as células, inibiu a replicação do coronavírus por 3 dias e ainda reduziu a capacidade de inoculação, desarticulando os mecanismos que permitem a instalação da doença”.


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