SP ganha ferramenta para monitorar emissão de gases de efeito estufa em ônibus

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De acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente, a ferramenta ReFrota facilita e padroniza a realização do cálculo de emissões, após a inserção de dados como energia consumida e quilometragem rodada. Ela está disponível ao público, podendo ser utilizada por qualquer interessado


Contabilizar a quantidade de gases de efeito estufa que os veículos jogam na atmosfera é essencial para criar políticas públicas em prol do meio ambiente.

Por isso, o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) criou a ReFrota, uma ferramenta que vai utilizar dados dos operadores de ônibus públicos da cidade de São Paulo para estimar a emissão de gases de efeito estufa no meio ambiente.

“A ReFrota calcula as emissões de dióxido de carbono (CO2) – gás de efeito estufa atrelado ao aquecimento global –, de material particulado (MP) e de óxidos de nitrogênio (NOx) – ambos poluentes que fazem mal à saúde – regulamentadas na Lei 16.802/2018, que determina a eliminação gradual dessas emissões até 2038”, explica David Tsai, pesquisador do IEMA.

A lei 16.802 de 2018, promulgada pelo então prefeito João Doria (hoje governador do Estado de São Paulo), determina que em 10 anos a cidade deve reduzir 50% das emissões de CO2 e em 20 anos a redução deve chegar em 100%. Atendendo a essa lei, todo ano os operadores de ônibus da capital paulista devem reportar à Prefeitura sobre as emissões geradas no ano anterior.

“A ReFrota facilita e padroniza a realização do cálculo de emissões, após a inserção de dados como energia consumida e quilometragem rodada. Ela está disponível no site e aberta ao público, podendo ser utilizada por qualquer interessado: https://cutt.ly/Pv71Y9N”, informa o IEMA.

De acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente, a metodologia da ReFrota foi fundamentada no Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários. A construção da ReFrota se deu pela ferramenta PlanFrota, que calcula as emissões e é utilizada para elaborar planos de renovação de frota pelos operadores de ônibus.

“Dessa maneira, o IEMA busca colaborar com a melhora da qualidade do ar na capital paulista. Vale ressaltar que as principais fontes de emissão de gases poluentes e de efeito estufa na capital paulista são os veículos em geral. Os automóveis têm destaque nessas emissões, pois transportam menos pessoas em relação a quantidade de gases e poluentes que produzem. Assim, ônibus cada vez menos emissores significam um transporte mais socioambientalmente adequado”, afirma o IEMA.

Em janeiro deste ano, o Primeiro Boletim do Monitor de Ônibus SP do IEMA revelou que os ônibus da cidade de São Paulo emitiram 50% menos poluentes do que no mesmo mês de 2016.

No primeiro mês do ano, 13.948 veículos do transporte público circularam na capital paulista. Essa redução na emissão de poluentes foi possível porque houve queda na circulação de pessoas, então os ônibus trafegaram mais livremente e aumentaram a velocidade. O Boletim conclui que houve “melhora geral da questão ambiental e da saúde da população da cidade”.


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