Setor das bicicletas vê explosão na demanda em 2020, por causa da pandemia

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O setor vem atuando também no desenvolvimento e expansão da base de fornecedores locais no Brasil, já que existem problemas de abastecimento de insumos, principalmente de fornecedores internacionais, que representam aproximadamente 50% da base total de produção


O setor de bicicletas passou por grandes transformações em 2020. Quem afirma é o vice-presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), Cyro Gazola. Segundo ele, a pandemia trouxe resultados muito positivos para o setor no 2º semestre, devido a explosão de demanda por bicicletas como alternativa de transporte, esporte e lazer saudável, seguro e sustentável para a sociedade.

Ele explica que, apesar das paralisações nas indústrias do PIM (Polo Industrial de Manaus) no segundo trimestre e o início do ano com vendas abaixo do previsto, o segundo semestre foi de retomada e aceleração nas vendas. “O setor fecha o ano com a produção em unidades 20% abaixo de 2019, porém, com receitas de vendas superiores a 2019 devido a vendas de bicicletas com maior valor agregado e o efeito de preços e mix de produtos na recuperação”.

O vice-presidente do SIMEFRE lembra que a demanda continua alta no setor de bicicletas, que opera com sua capacidade total de produção. No entanto, em paralelo o setor sofre com problemas de abastecimento de insumos, principalmente de fornecedores internacionais, que representam aproximadamente 50% da base total de produção. O setor vem atuando também no desenvolvimento e expansão da base de fornecedores locais no Brasil.

O executivo lembra que as bicicletas são usadas por todas as idades e classes sociais, e este comportamento se evidenciou no pós-crise, com a alta da demanda por bicicletas de baixo, médio e alto valor agregado. O uso para modalidade de food deliveries, por exemplo, é apenas um dos segmentos que se associou à base de consumo.

Outro ponto positivo foi a manutenção dos empregos. Gazola diz que as indústrias chegaram a usar de redução de jornada e suspensão temporária de contratos, mas o setor se normalizou no segundo semestre e opera em plena capacidade desde então.

“Ainda não fechamos as previsões de produção de 2021, mas esperamos ter um ano de recuperação, sendo que o fator mais preocupante para o primeiro semestre é a normalização do abastecimento de insumos na cadeia de fornecedores, principalmente os internacionais, ligados a componentes chave como transmissões, freios, suspensões e pneus das bicicletas”, disse.


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