Sabesp fecha contrato para criar usina que vai produzir asfalto com restos de obras

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As sobras utilizadas para a produção deste asfalto serão sarjeta, concreto e pedaços de asfalto, por exemplo. Além de ser mais sustentável, o asfalto produzido terá mais capacidade de suporte para o trânsito de veículos


A Sabesp, empresa estadual responsável pelo tratamento de água e esgoto em São Paulo, fechou um contrato com o Consórcio Reintegrar para a criação de uma usina de reciclagem que vai produzir asfalto com o material que sobrou das obras feitas nas cidades.

“Será reaproveitado um material nobre, mas que, se não tomarmos cuidado, vira lixo, vira um problema para a sociedade. Com isso ganhamos em várias frentes: não depositando um material que tem valor energético excelente, dando exemplo para a população de que os resíduos devem ser reciclados e, além de tudo, fazendo algo de maior tecnologia do que o existente, ou seja, gerando uma melhoria das condições. Isso vai gerar maior satisfação na população”, explicou Liedi Bernucci, diretora da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

O Consórcio Reintegrar, formado pelas empresas Fremix e Soebe, venceu a licitação para a criação da usina de reciclagem e vai investir R$ 29,6 milhões em 30 meses. O asfalto produzido será do tipo espumado, que é obtido através da injeção de ar e água sob pressão no cimento asfáltico aquecido. Além de ser mais sustentável, este tipo tem mais capacidade de suporte para o trânsito de veículos. “A recomposição da via com o asfalto espumado dá mais flexibilidade ao pavimento, reduz os riscos de surgimento de trincas e possibilita a liberação imediata para o tráfego”, informou o Governo do Estado.

As sobras utilizadas para a produção deste asfalto serão sarjeta, concreto e pedaços de asfalto, por exemplo. Serão produzidos cerca de 1 milhão de metros quadrados de reposição asfáltica, o que, de acordo com o Governo, equivale a 14 vezes a área das pistas da Avenida Paulista.

“Com a reciclagem das sobras de obras, a Companhia deixará de descartar ao ano 150 toneladas de material nos aterros sanitários (ou 8.000 caminhões cheios), o que atende às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Também reduzirá em até 80% a compra de brita, gerando menos impacto ambiental”, informou o Governo do Estado.


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