Respiradores pulmonares criados pela USP são enviados para hospitais de Manaus

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O Estado do Amazonas vive uma crise de falta de oxigênio, sendo que várias pessoas já morreram asfixiadas, infectadas pela Covid-19. Para amenizar a situação, a Universidade de São Paulo enviou para Manaus 28 respiradores produzidos por um grupo de engenheiros da Escola Politécnica


O Estado do Amazonas vive uma crise sem precedentes devido a falta de oxigênio. Com o aumento dos casos de Covid-19, muitas pessoas estão internadas e a demanda por oxigênio cresceu além da capacidade do que a empresa fornecedora pode produzir.

De acordo com um levantamento feito pela revista Época, junto ao Ministério Público Estadual, já são 51 pessoas, 28 apenas em Manaus, que morreram pela falta de oxigênio.

Para amenizar a situação, a Universidade de São Paulo, através do Governo do Estado, enviou para Manaus 28 respiradores produzidos por um grupo de engenheiros da Escola Politécnica (Poli), em parceria com a Marinha do Brasil. Outros 12 equipamentos estão sendo fabricados e serão enviados à Manaus.

Até amanhã (21), equipes de 10 hospitais receberão treinamento para utilizar os aparelhos.

O ventilador pulmonar, chamado de Inspire, tem vantagens: é fabricado em duas horas e custa R$ 4 mil, já que os ventiladores convencionais custam R$ 15 mil (o mais barato). O equipamento é portátil, por isso seu uso é recomendado em hospitais de campanha ou em regiões distantes, e funciona na tomada, tendo autonomia de 2 horas, caso falte energia elétrica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o aparelho em agosto do ano passado. Hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Mato Grosso do Sul também já receberam os equipamentos.

“A pandemia tem sido uma oportunidade para dar ênfase a uma das principais missões da Universidade, que é atender às demandas da população. A USP é um reservatório de conhecimento e tecnologia que deve ser acessado sempre que a sociedade precisar. Entre as diversas coisas que aprendemos com essa experiência estão os processos que devem ser adotados para que os projetos ganhem agilidade e também a importância de poder contar com uma rede de colaboradores, formada por pesquisadores, ex-alunos e instituições parceiras”, ressalta o coordenador do projeto, Raúl Gonzalez Lima.


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