Relatório revela os impactos da Indústria Têxtil para a crise climática

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O relatório “Fios da Moda: Perspectiva Sistêmica para Circularidade” destaca que o algodão, a fibra mais utilizada na indústria da moda brasileira, já aumentou em 10% o volume total de pesticidas utilizados em todo o Brasil


A produção da viscose, um tipo de tecido artificial, é responsável pela emissão de 50% a mais de Gases de Efeito Estufa (GEEs) do que o algodão. Esse dado está disponível no relatório “Fios da Moda: Perspectiva Sistêmica para Circularidade”, produzido pela plataforma Modefica, em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces) e a consultoria para sustentabilidade Regenerate Fashion.

O relatório destaca que o algodão, a fibra mais utilizada na indústria da moda brasileira, já aumentou em 10% o volume total de pesticidas utilizados em todo o Brasil. E mais: o algodão é a 4ª cultura que mais consome agrotóxicos e, junto com a cultura de eucalipto (que tem origem da viscose), utiliza até 10 tipos dos agrotóxicos mais vendidos no Brasil.

Em contrapartida, a produção de algodão orgânico possibilita a redução dos Gases de Efeito Estufa em 58%, o que impacta positivamente a qualidade de vida das mulheres que vivem e trabalham no campo, assim como sua soberania alimentar.

O relatório “Fios da Moda: Perspectiva Sistêmica para Circularidade” é a primeira pesquisa brasileira que estuda os impactos ambientais das três fibras mais utilizadas na indústria da moda: o algodão, o poliéster e a viscose.

De acordo com a organização do relatório, o principal objetivo “é facilitar e aumentar o acesso a dados abertos; possibilitar tomadas de ações orientadas para sustentabilidade por parte dos diversos profissionais do setor; insistir na importância da transparência com rastreabilidade da rede produtiva; e destacar a importância do envolvimento da sociedade civil para cobrar por transparência nas cadeias produtivas nacionais e auxiliar à elaboração de políticas públicas que fomentem a circularidade da indústria têxtil e de confecção nacional”.

“A vontade de produzir um relatório sobre têxteis está ligada à urgência da transformação que precisamos fazer acontecer na próxima década se quisermos garantir condições de vida minimamente estáveis na Terra frente a um cenário climático em profunda transformação”, ressalta Marina Colerato, coordenadora do projeto.

Para acessar o relatório completo: https://modefi.co/relatorio-fios-da-moda


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