Regras de mobilidade e pandemia afetam serviços de bikes por aluguel em São Paulo

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Um dos aplicativos pioneiros do serviço no Brasil foi a empresa Yellow Bike, das bicicletas amarelas. No entanto, o serviço não durou muito tempo e, no início do ano passado, as atividades foram encerradas por causa das regras da Prefeitura e da pandemia, que afeitou a mobilidade das pessoas em todo o planeta


Há alguns anos as principais cidades brasileiras começaram a ver e usar um serviço que hoje muita gente se acostumou a utilizar: bicicletas e patinetes de aluguel.

O serviço é simples e eficaz: ao encontrar uma bike ou patinete estacionado em qualquer lugar, bastava destravar o aparelho pelo aplicativo, pagar pelo tempo de uso e sair por aí de bike ou de patinete até chegar em casa ou no trabalho.

Na cidade de São Paulo, esse tipo de serviço é mais disponibilizado nas grandes avenidas, onde as pessoas utilizam da saída do metrô até chegar ao trabalho. Na periferia, como muitos outros serviços, as bikes e patinetes de aluguel quase não foram vistas.

Um dos aplicativos pioneiros do serviço no Brasil foi a empresa Yellow Bike, das bicicletas amarelas. Depois de oferecer bikes manuais, a empresa inovou disponibilizando bicicletas elétricas.

No entanto, o serviço não durou muito tempo e, no início do ano passado, as atividades foram encerradas. A Yellow Bike havia sido adquirida pela empresa Grow, que também adquiriu o app Grin, que oferecia patinetes.

Um dos motivos para o encerramento das atividades foram as muitas regras determinadas por prefeituras de todo o Brasil, obrigando o uso de equipamentos (como capacete) e locais adequados para estacionamento (já que muitas bikes ficavam nas calçadas, atrapalhando pedestres e pessoas com mobilidade reduzida).

“A Prefeitura de São Paulo chegou a apreender 1.067 patinetes elétricos do Grupo Grow em maio de 2019 e exigir o pagamento de multa de R$ 914 mil para devolvê-los. A maioria desses patinetes foi danificada pelos fiscais da Prefeitura. O prejuízo causado pela paralisação das operações e pelos desembolsos para reparação dos danos foi a cereja do bolo que levou à necessidade de busca por investimentos adicionais”, explica a empresa.

Após cancelar serviços em 14 cidades e continuar apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, a Grow foi uma das empresas mais afetadas pela pandemia da Covid-19: em julho do ano passado, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Falências da Justiça de São Paulo.

No total, a Grow acumula R$ 40 milhões em dívidas. “Seus negócios são baseados na mobilidade diária das pessoas nas cidades e, com o isolamento social, suas operações foram diretamente afetadas. A recuperação judicial é um passo fundamental para viabilizar a superação da crise econômico-financeira e permitir a retomada das atividades”, informou a empresa.


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