Quarentena muda o trânsito na cidade de São Paulo

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Os alertas de congestionamento diminuíram nos horários de pico, como no período da manhã, e nas grandes avenidas que levam ao centro da cidade


Durante o período mais rígido da quarentena, os paulistanos puderam ver algo que gostariam de presenciar todos os dias nas principais vias da cidade de São Paulo: poucos carros na rua e nenhum trânsito.

No início de março, o aplicativo de mobilidade Waze registrava quase 37 mil alertas de trânsito pela cidade. No mesmo mês, quando a quarentena começou e todos se trancaram em casa, os alertas caíram para menos de 1.000 por dia.

No entanto, a quarentena foi flexibilizada e muitas pessoas voltaram a trabalhar utilizando seus carros para locomoção. Se o trânsito não voltou ao antigo normal, algumas coisas mudaram.

Por exemplo, os alertas de trânsito diminuíram no período da manhã e aumentaram no horário do almoço. A média diária em fevereiro, no período da manhã, eram 20.913 alertas. Mas caiu para 11.083 alertas até o dia 21 de outubro.

Isso significa que, em outubro, os alertas de trânsito caíram 69% das 6h às 11h; 42% das 11h às 16h e 57% das 16h às 21h.

De janeiro a março, o período da manhã correspondia a 40% dos alertas; a hora do almoço a 24% e durante a tarde e à noite, 36%

Já de setembro até o dia 21 de outubro, o período da manhã registrou 31% de alertas; na hora do almoço, 33% e durante a tarde e à noite, 36%.

Além dos alertas de trânsito, houve mudança nos locais que registravam trânsito: as grandes avenidas da capital não registram mais muitos alertas.

A Av. Brigadeiro Faria Lima, por exemplo, registrou queda de 85% nos alertas de congestionamento: em março, foram 1.373 alertas, mas em setembro, apenas 203.

A Av. Brigadeiro Luís Antônio recebeu 1.174 alertas em março e em setembro foram apenas 209: uma queda de 82%.

Na Av. Santo Amaro, a queda no congestionamento foi de 74% com 1.948 alertas em março e 497 em setembro.

A Av. Morumbi recebeu 1.267 alertas em março e 382 em setembro, com queda de 69,9%.

E a Av. Giovanni Gronchi marcou 1.160 alertas em março e 564 em setembro, com queda de 51,4%.

Em compensação, a Av. Senador Teotônio Vilela, localizada no extremo da Zona Sul, registrou aumento de 132% no congestionamento durante o mesmo período: foram 630 alertas em março e 1.463 em setembro.


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