Projetos da Unicamp, sobre a pandemia da Covid-19, são premiados

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Os projetos são um teste diagnóstico a partir da levedura, um spray que neutraliza o coronavírus por 3 dias e a Força-Tarefa Unicamp contra a Covid-19, que foi criada na universidade para enfrentar a pandemia, com a junção de especialistas de várias áreas


Com o intuito de reconhecer projetos inovadores de saúde, a 6ª edição do Prêmio de Inovação do Grupo Fleury premiou três projetos de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) relacionados a pandemia da Covid-19.

Com o projeto “CoronaYeast: um modelo de diagnóstico barato e sensível para o SARS-CoV-2 baseado em levedura“, pesquisadores do Laboratório de Genômica e Expressão (LGE) da universidade receberam o 1º lugar do prêmio “Detecção e Diagnóstico”. O trabalho consiste em um teste diagnóstico para Covid-19 que utiliza um tipo de levedura que muda de cor quando entra em contato com o vírus.

“Nossa motivação foi vermos que não existe um teste que realmente fosse como um ‘teste dos sonhos’, que apontasse se você está ou não infectado e que pudesse ser feito em casa, por exemplo”, explica Gonçalo Guimarães, coordenador do LGE.

Na categoria “Tratamento e Prevenção”, o vencedor foi o projeto “Recobrimento antiviral para a funcionalização de superfícies de equipamentos de proteção individual”, do Laboratório de Engenharia e Química de Produtos, ou seja, um spray que neutraliza o coronavírus por 3 dias. “Para os alunos foi muito empolgante, porque eles tiveram a oportunidade de aplicar aquele conhecimento, em um momento de necessidade, vem para trazer uma solução. Ao mesmo tempo, foi interessante ver como o direcionamento de um certo problema fez com que vários grupos da universidade se unissem para prover soluções”, disse a professora da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, Marisa Beppu.

O segundo lugar da categoria “Adaptação à Pandemia” ficou para a Força-Tarefa Unicamp contra a Covid-19, que foi criada na universidade para enfrentar a pandemia, com a junção de especialistas de várias áreas.

São 10 frentes de atuação, com pesquisas biológicas, testagem da população, análises do impacto social, humano e econômico. A partir de agora, a ideia é que o grupo se torne permanente. “O que a gente pretende agora é ter uma organização que torne mais fácil nossa resposta a doenças emergentes e a doenças cuja prevalência venha aumentando ao longo do tempo. Para isso, percebemos com a Força Tarefa que é preciso articulação, interdisciplinaridade, que grupos diferentes conversem e busquem soluções conjuntas”, explicou o coordenador do projeto, Marcelo Mori.


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