Pesquisadores estudam impactos das mudanças climáticas no Cinturão Verde de SP

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O Cinturão Verde do Estado inclui 73 municípios em torno da capital paulista que tem remanescentes da Mata Atlântica e de Cerrado. No estudo do Instituto de Botânica, os pesquisadores pretendem desenvolver modelos capazes de prever cenários climáticos para os próximos 30 anos


Os efeitos das mudanças climáticas, da poluição e do uso do solo na vegetação nativa no Estado de São Paulo serão o tema de um estudo de pesquisadores do Instituto de Botânica, órgão vinculado a Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

A vegetação nativa estudada está localizada no Cinturão Verde do Estado, que inclui 73 municípios em torno da capital paulista, como Arujá, Biritiba, Guararema, Mogi das Cruzes, Salesopólis, Santa Isabel e Suzano, entre outras cidades.

A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio da humanidade em 1993. A região tem remanescentes da Mata Atlântica e de Cerrado, parques naturais urbanos, reservas estaduais, estações ecológicas, áreas de proteção de água doce e da vida silvestre.

“A população que vive nos municípios do entorno já sofre com aumento de temperatura [mudanças climáticas], altos índices de poluição atmosférica e urbanização desordenada. É também uma área que se beneficia com os serviços ecossistêmicos da reserva. Vamos mensurar como será dada essa relação nos próximos anos e qual o papel da conservação da biodiversidade nos ecossistemas terrestres e aquáticos para melhoria da qualidade de vida da população”, disse Marisa Domingos, pesquisadora do Instituto de Botânica.

Esse estudo do Cinturão Verde pretende desenvolver modelos capazes de prever cenários para os próximos 30 anos, e está baseado em três vertentes:

pesquisa de campo: análise de diferentes grupos taxonômicos que habitam a vegetação nativa remanescente na região da reserva, como algas, bromélias, epífitas, árvores pioneiras e não pioneiras.

dados históricos: dados de temperatura e poluição para recontar a história da urbanização na região.  

simulações em laboratório: para criar modelos preditivos e compreender os efeitos da urbanização na floresta e o impacto da perda do Cinturão Verde na vida da população.

“Para que se consiga prever o que vai acontecer nos próximos anos, só trazendo para essa equação elementos de diversos níveis – como informações sobre plantas, algas e fungos do ecossistema aquático e terrestre, além de dados climáticos e de poluição”, explica Emerson Alves da Silva , presidente do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto de Botânica.


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