Pesquisadores de São Paulo criam projeto para identificar alunos depressivos pelas redes sociais

0
7

A primeira parte do projeto deve durar dois anos, com a criação do Amigo Virtual Especializado (Amive), um modelo computacional que terá um perfil nas redes sociais. Utilizando o processamento de língua natural (PLN), o Amive poderá processar os textos que os estudantes publicam nas redes sociais para procurar perfis depressivos


Pesquisadores das áreas de computação, medicina e psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) deram início a um projeto de pesquisa para mesclar várias áreas do conhecimento e tecnologias no apoio do diagnóstico e tratamento de estudantes universitários com possível perfil depressivo.

O projeto é baseado no processamento de língua natural (PLN) que vai analisar textos publicados nas redes sociais, com articulação de computação vestível, na forma de relógios com sensores de sinais fisiológicos. Esse processo vai auxiliar na identificação precoce e intervenção para tratamento.

“O desafio é capturar o conhecimento humano e fazer uma máquina reproduzi-lo, ou seja, passar para o modelo computacional os indícios que nós detectamos em palavras e textos que aparentam estados mentais negativos, depressivos, de angústia, de algum tipo de problema. Comumente, detectamos palavras e expressões mais fáceis, como ‘morte’, ‘cansaço’, ‘não consigo’; mas, às vezes, são mensagens com palavras e entonações não tão explícitas em relação a um problema, mas que trazem uma mensagem com sentimentos que aparentam ansiedade, angústia ou depressão”, explica  Helena de Medeiros Caseli, professora associada do Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A primeira parte do projeto deve durar dois anos, com a criação do Amigo Virtual Especializado (Amive), um modelo computacional que terá um perfil nas redes sociais. Utilizando o processamento de língua natural (PLN), o Amive poderá processar os textos que os estudantes publicam nas redes sociais para procurar perfis depressivos.

“Estamos neste momento, com os pesquisadores da área da saúde que integram o projeto, identificando que palavras e expressões são estas”, conta Vânia Paula de Almeida Neris, docente do Departamento de Computação responsável pela iniciativa.

Posteriormente, o Amive vai captar sinais para enviar mensagens privadas que possam ajudar o aluno a identificar seu perfil depressivo e buscar assistência médica.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.