Pesquisadores da USP produzem máscara que pode ser usada por 12 horas

0
70

A máscara cirúrgica foi desenvolvida em parceria com a empresa Golden Technology e utiliza uma substância que recobre o tecido, tornando-o antiviral. O investimento de R$ 2 milhões já tem 99% de aprovação na eficácia contra o vírus e a máscara pode ser comprada por R$ 1,70 a unidade


Desde meados de abril que toda a população é obrigada a usar máscara fora de casa para se proteger contra a Covid-19. Como as máscaras cirúrgicas são de uso preferencial dos profissionais da saúde, as máscaras de tecido se tornaram a opção de proteção da população em geral.

Porém, especialistas alertam que as máscaras de tecido devem ser trocadas a cada 2 horas, porque a umidade diminui o poder de filtração do acessório. O Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto de Ciências Biomédicas, então, firmou uma parceria com a empresa Golden Technology para produzir uma máscara cirúrgica que pode ser usada por 12 horas.

A “Phitta Mask”, como foi nomeada, recebeu um investimento de R$ 2 milhões e já recebeu 99% de aprovação na eficácia contra o vírus, em testes realizados em laboratório. A Phitta Mask ainda está em processo de aprovação na Anvisa, mas já é vendida por R$ 1,70 a unidade.

De acordo com os pesquisadores, não existe toxicidade na máscara porque o vírus SARS-CoV-2 é inativado com uma quantidade pequena da substância que cobre a máscara, o que a torna antiviral. “Já testamos no laboratório vários antivirais que funcionaram contra o vírus, mas nenhum em uma concentração tão baixa quanto esse”, disse o professor Koiti Araki, do Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia do Instituto de Química.

Pacientes infectados com a Covid-19 utilizaram as máscaras em testes realizados no Hospital das Clínicas. Eles usaram a máscara comum por 2 horas e a Phitta Mask por outras 2 horas e fizeram testes antes e depois do uso. “Isso é importante para saber se o produto realmente inativou o vírus ou se a máscara estava sem vírus porque os pacientes não estavam mais doentes e não eliminavam vírus”, afirma Edison Luiz Durigon, coordenador do Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.